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Seis novas ocupações passam a integrar a Classificação Brasileira de Ocupações

Expansão do mercado digital e cultural impulsiona atualização da lista oficial de ocupações no Brasil

Autor: Ana Luzia Rodrigues

Publicado em

O Governo Federal oficializou a inclusão de seis novas atividades na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). A atualização abrange desde o transporte por aplicativos até setores de alta tecnologia, como o desenvolvimento de jogos eletrônicos, além de valorizar o saber tradicional.

A mudança que mais chama a atenção reflete a realidade do mundo moderno. A profissão de motorista de transporte por aplicativos passa a ser reconhecida formalmente. A decisão reconhece a consolidação desse modelo de transporte individual remunerado, que se tornou uma forte mobilidade urbana e da geração de renda nas cidades brasileiras. 

O registro abrange não apenas o deslocamento de passageiros, mas também a logística de entregas, todos intermediados por plataformas digitais que gerenciam desde o cálculo de tarifas até o processamento dos pagamentos.

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O setor de tecnologia e entretenimento também obteve conquistas significativas nesta atualização. Quatro das novas ocupações estão ligadas diretamente à produção audiovisual e ao florescente mercado de games. 

São eles: produtor de arte, artista visual de jogos, designer de jogos e designer de narrativa. Esse movimento valida a profissionalização de nichos da economia digital que demandam competências técnicas cada vez mais específicas.

Em paralelo à modernidade dos algoritmos, o governo também voltou o olhar para o patrimônio imaterial ao oficializar a ocupação de mestre das culturas populares e tradicionais. A medida valoriza a identidade cultural do país.

Impacto nas políticas públicas

A atualização do catálogo oficial não é meramente burocrática; ela é fruto de uma análise técnica que avalia se a ocupação possui características próprias e presença sólida no mercado. 

Esse processo geralmente nasce de demandas enviadas por entidades representativas e associações de trabalhadores, sendo posteriormente avaliado por conselhos deliberativos ligados ao amparo do trabalhador.

Na prática, ao dar nome e código a essas funções, o Estado passa a ter ferramentas mais precisas para mapear a economia. Os dados gerados a partir dessas novas categorias alimentam bases estatísticas que servem de bússola para a formulação de políticas públicas de emprego, fiscalização e seguridade social, garantindo que o planejamento governamental esteja alinhado com as novas formas de se trabalhar no século XXI.

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