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Setor de educação e o impacto da pandemia

O coronavírus está mudando completamente a dinâmica das instituições de ensino, que precisaram se reinventar com as dificuldades impostas pelo isolamento social.
Do infantil ao superior, as escolas sofrem com a inadimplência, seja pela redução na renda das famílias, seja pela menor percepção de valor no serviço recebido durante a pandemia.
É grande o número de escolas que estão fechando as portas e aquelas que continuam com suas atividades estão revendo o modelo de negócio.
A situação forçou o uso de plataformas tecnológicas e a preparação de professores para a nova realidade.
Mas quando falamos de um país tão desigual, as inovações demoram para chegar à rede pública e regiões menos favorecidas. Afinal, com toda essa turbulência, qual será o destino para o setor de educação?
No ensino infantil, os efeitos da pandemia causam prejuízos maiores e alta evasão escolar.
A Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares) estima que as unidades já tenham perdido 60% dos alunos de 0 a 5 anos. Já é considerado certo que os efeitos do fechamento prolongado das escolas trará um onda de falências e desemprego entre os profissionais da educação.

Muitos pais estão optando por tirar as crianças da escola, em razão das dificuldades financeiras e insatisfação com a eficácia do ensino – obrigatório apenas a partir dos quatro anos de idade.
Nesta faixa etária, em que a interação e brincadeiras são importantes, torna-se um desafio manter as aulas online.
Já para a educação superior, a adaptação tem sido mais fácil, pois parte delas estava habituada com o ensino à distância.
Para atravessar o período de adversidades e evitar a falência, é fundamental que as instituições particulares avaliem a sua capacidade de caixa. Com a queda da receita, a alternativa que resta é enxugar custos.
O que pode ser feito com redução da jornada de trabalho de professores, corte de gastos desnecessários e até se valer de adiamento no pagamento de impostos.
A pandemia vai deixar lições e trazer uma nova era para a educação no Brasil. Uma tendência será o modelo de ensino híbrido, que combina as aulas remotas e presenciais. A tecnologia, que antes era vista como uma vantagem, hoje é uma necessidade e veio para ficar.
O momento de reflexão também pode ser proveitoso para focar no essencial, inclusive na grade curricular.
Por Leonardo Nascimento é sócio da Urca Capital Partners
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