INSS

STF decide que cálculo da aposentadoria por doença grave é de 60% da média salarial

O Supremo Tribunal Federal (STF) validou, nesta quinta-feira (18), a regra da Reforma da Previdência de 2019 que alterou o cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez). 

Com a decisão, o benefício para segurados que se aposentarem por doenças graves, contagiosas ou incuráveis não será mais integral, seguindo o novo método de cálculo da Emenda Constitucional 103/2019.

Mudança no Cálculo

Pela regra atual, confirmada pela Corte, o valor do benefício corresponde a 60% da média aritmética de todas as contribuições, com acréscimo de 2 pontos percentuais para cada ano que ultrapassar o tempo mínimo de contribuição (20 anos para homens e 15 para mulheres).

A decisão ocorreu no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 1469150, com repercussão geral (Tema 1.300). Isso significa que a tese fixada pelo STF deverá ser aplicada por todos os tribunais do país em processos semelhantes.

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Leia também:

Equilíbrio Atuarial X Retrocesso Social

O julgamento girou em torno de um recurso do INSS contra uma decisão da Justiça do Paraná, que considerava o cálculo um “retrocesso social”. 

O argumento era de que o benefício permanente não poderia ser inferior ao auxílio-doença (incapacidade temporária), que o segurado recebia anteriormente.

No entanto, prevaleceu o entendimento do relator original, o ministro aposentado Luís Roberto Barroso. Para ele:

  • A mudança foi uma opção política legítima do Legislativo para garantir o equilíbrio financeiro da Previdência.
  • Não há violação de cláusulas pétreas ou do princípio da isonomia.
  • Benefícios temporários e permanentes possuem naturezas e custos distintos para o sistema fiscal.

Placar da Votação

O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin (nomeado redator do acórdão), André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes.

Ficaram vencidos os ministros Flávio Dino, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Para a divergência, não haveria justificativa para tratar de forma diferente a invalidez por doença grave daquela causada por acidente de trabalho (que permanece com cálculo de 100%).

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Ana Luzia Rodrigues

Ana Luzia Rodrigues é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.

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