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Alguém tem que pagar! Para quem ficam as dívidas do parente falecido

Autor: Rodrigo Campos

Publicado em

Perder um ente querido já é um momento complicado, mas quando surgem dúvidas sobre as dívidas deixadas por ele, a situação pode ficar ainda mais delicada. Afinal, quem paga a conta quando alguém se vai? Os familiares precisam colocar a mão no bolso? E se a dívida for maior que os bens deixados?

O espólio entra na história das dívidas

A primeira coisa que você precisa saber é que, quando uma pessoa falece, seus bens e dívidas são reunidos em algo chamado espólio. Esse espólio é administrado por meio do inventário, que pode ser feito na justiça ou em cartório, dependendo do caso. O processo serve justamente para organizar o que a pessoa deixou e, claro, para pagar as dívidas antes de dividir o que restou entre os herdeiros.

Mas e se não sobrar nada? Aí vem a boa notícia: os herdeiros não são obrigados a pagar dívidas com seus próprios recursos. A lei brasileira é clara nesse ponto. As dívidas do falecido são quitadas apenas dentro do limite dos bens deixados por ele. Se não houver patrimônio suficiente, os credores ficam sem receber o restante, sem repassar a conta para os familiares.

Mas e se os bens forem insuficientes?

Aqui entra um ponto interessante. Quando o falecido deixa mais bens do que dívidas, o processo é simples: usa-se parte dos bens para pagar os credores, e o restante é dividido entre os herdeiros.

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Mas, se os bens forem exatamente do tamanho das dívidas, ninguém recebe herança, pois tudo será usado para pagar os débitos. Agora, se as dívidas forem maiores que o patrimônio deixado, os credores recebem apenas até onde der. O saldo restante? Simplesmente deixa de existir para efeitos legais.

Dívidas que podem desaparecer

E tem mais um detalhe: algumas dívidas podem ser automaticamente quitadas. Isso acontece quando, por exemplo, há um financiamento com seguro prestamista. Se esse for o caso, a seguradora assume a responsabilidade pelo pagamento. Mas, claro, vale a pena conferir o contrato e garantir que essa proteção realmente exista.

Benefícios e FGTS: um alívio para os herdeiros

Se por um lado existem as dívidas, por outro, os herdeiros também têm direito a alguns valores deixados pelo falecido, como saldo de salário e FGTS.

Mas, para isso, é necessário reunir alguns documentos, como identidade, carteira de trabalho e declaração de dependentes habilitados. O processo pode parecer burocrático, mas garante que os recursos sejam devidamente repassados.

Mas e agora, como resolver as dívidas?

A verdade é que organizar a herança e as dívidas de um parente falecido pode ser um desafio, mas é um processo que pode ser conduzido de forma mais tranquila com a assessoria de um advogado especializado. Ele ajuda a garantir que tudo seja feito conforme a lei, sem surpresas desagradáveis para os herdeiros.

Então, se você está passando por essa situação, respire fundo e busque informações seguras. E lembre-se: herdar uma dívida não é uma obrigação, mas entender seus direitos é essencial para lidar com essa questão da melhor maneira possível.

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