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Economia

Banco do Brasil lança pagamento por pix na Argentina e quer expandir para o mundo

O Banco do Brasil já confirmou que estuda expandir o serviço para outros países da América, Europa e Ásia

Autor: Ana Luzia Rodrigues

Publicado em

Cruzar a fronteira para a Argentina acaba de ficar mais simples para o bolso dos brasileiros. O Banco do Brasil (BB), em parceria com o Banco Patagonia, anunciou o lançamento do “Pix no Exterior”, funcionalidade que permite realizar pagamentos em lojas físicas argentinas utilizando o sistema de transferências instantâneas que já é febre no Brasil.

A grande novidade é a acessibilidade: embora a solução tenha sido desenvolvida pelo BB, ela está disponível para qualquer usuário do Pix, independentemente de ser ou não correntista da instituição.

Como funciona a operação

O processo é idêntico ao que os brasileiros já realizam diariamente em território nacional. Ao chegar ao caixa, o consumidor utiliza o aplicativo de sua instituição financeira para escanear um Código QR exibido pelo comerciante — seja em maquininhas ou outros dispositivos digitais.

  • Praticidade: Não é necessário realizar cadastros extras ou habilitações prévias.
  • Transparência: O cliente confere os dados na tela e confirma a transação em segundos.
  • Moeda: O débito ocorre em reais diretamente da conta (corrente ou poupança) do usuário, enquanto o lojista recebe o valor convertido para a moeda local.

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Conversão e taxas

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Por trás da facilidade tecnológica, ocorre uma operação de câmbio automática. Segundo o banco, a transação utiliza APIs (interfaces de conexão) que garantem a conversão instantânea.

No extrato do usuário, a compra aparece como um Pix comum, mas com a incidência do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), tributo federal obrigatório para transações internacionais e operações de câmbio.

Expansão global

A Argentina é apenas o ponto de partida. O sistema utiliza a infraestrutura tecnológica da Coelsa e a solução de cobranças Wapa para garantir a estabilidade das operações na América Latina.

O Banco do Brasil já confirmou que estuda expandir o serviço para outros países da América, Europa e Ásia, priorizando regiões com alta concentração de turistas ou residentes brasileiros. A estratégia faz parte de um movimento global para digitalizar e simplificar as finanças internacionais.

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