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Bitcoin Pizza Day: após nove anos, moeda digital já compra até vinho e artigos para pets

Com três mil pizzas entregues em São Paulo e Curitiba, Grupo Bitcoin Banco comemora data que marca a primeira transação realizada entre criptomoedas e bens físicos
O dia 22 de maio é especial para o mundo da tecnologia: nesta data, em 2010, foi realizada a primeira troca direta de criptomoedas por um produto físico. O marco histórico, que deu origem ao “Bitcoin Pizza Day”, ocorreu nos Estados Unidos quando o programador Laszlo Hanyecz adquiriu duas pizzas por 10 mil Bitcoins — o que equivaleria, hoje, a aproximadamente R$ 319 milhões. Para comemorar a data, o Grupo Bitcoin Banco fechou uma parceria com pizzarias de Curitiba e São Paulo. Três mil pizzas serão entregues em caixas especiais em comemoração ao dia mais famoso do mundo das criptomoedas.
“O Bitcoin Pizza Day é uma data importante porque conseguimos ver a evolução da criptomoeda e do mercado como um todo. Os valores movimentados com Bitcoin aumentaram muito e diversas iniciativas surgiram, como o lançamento da primeira loja física de criptomoedas do Brasil, o Bitcoin Banco, com unidades em Curitiba e São Paulo”, comenta Heloísa Ceni, vice-presidente da CLO Investimentos, controladora do Grupo Bitcoin Banco.
A temática da festa mensal realizada para os funcionários do Grupo Bitcoin Banco não poderia ser outra: no dia 22, será dia de pizza na sede curitibana do grupo, que é proprietário das duas maiores corretoras de criptomoedas do Brasil, NegocieCoins e TemBTC.
A explosão dos Bitcoins no Brasil
Quando Hanyecz comprou as pizzas, há nove anos, uma unidade do Bitcoin era equivalente a US$ 0,0041. Ele provavelmente nem sonhava que as pizzas que custaram o equivalente a US$ 41 na época valeriam mais de US$ 80,1 milhões em 2019. A disparada do preço do Bitcoin surpreendeu o mercado financeiro. Neste mês de maio, a moeda virtual bateu recorde de valorização, superando a marca de US$ 8 mil.
Desde abril de 2019, o Brasil lidera o ranking mundial de volume de negociação entre Bitcoins e reais, de acordo com dados do Coin Market Cap. Mais de 90% de toda a negociação de Bitcoins no país é realizada pela exchange brasileira NegocieCoins, que pertence ao Grupo Bitcoin Banco. Apenas em 24 horas, entre os dias 14 e 15 de maio, o volume bateu a marca de mais de US$2,4 bilhões (cerca de R$ 9,5 bilhões).
O volume de negociação da corretora disparou desde a implantação da plataforma de segurança FortKnox, que permite a transferência de fundos em reais diretamente entre as exchanges do Grupo Bitcoin Banco, sem depender do sistema bancário tradicional. Isso propiciou a realização de operações 24 horas por dia e sem o pagamento de TED, a taxa de transferência bancária. A possibilidade, que surgiu de forma inédita no Brasil, atraiu novos investidores e traders para as exchanges: diariamente, cerca de 600 pessoas se cadastram nas corretoras do grupo.
Transações além de pizza
Hanyecz foi pioneiro em um mundo que apenas recentemente começou a aceitar as criptomoedas como meio de pagamento de maneira extensiva. Em 2010, certamente poucos teriam a sorte de conseguir comprar uma pizza com Bitcoin, mas hoje é possível utilizar a criptomoeda para negociar milhares de bens e serviços.
Na Get4Bit, e-commerce do Grupo Bitcoin Banco, por exemplo, é possível obter itens como camisetas, canecas e artigos para pets com Bitcoins.
“Novos meios de pagamento têm sido aceitos com muito menos resistência nos dias atuais do que o cartão de crédito foi no século passado. E, por conta de sua tecnologia e segurança, o Bitcoin tem predicados de sobra para assumir o posto de meio de pagamento mais utilizado um dia”, avalia Adriano Gomes, economista e supervisor de marketing do Grupo Bitcoin Banco.
No mapa interativo CoinMap, é possível conferir milhares de estabelecimentos que já trabalham com meios de pagamento descentralizados ao redor do mundo. Em Curitiba, há opções como loja de vinho, despachante e até ateliê de costura que aceitam criptomoedas.
Com sede em Curitiba, o Grupo Bitcoin Banco é um dos primeiros da América Latina a atuar com investimentos e negócios relacionados às criptomoedas. O grupo é composto pelo Bitcoin Banco, primeira empresa brasileira não integrante do SFN especializada em negócios com moedas virtuais, com uma unidade física localizada em Curitiba e outra em São Paulo.
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