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Bolsa Família deve liberar empréstimo de até R$ 1.000 aos beneficiários

O Governo Federal está estudando a possibilidade de liberar um microcrédito entre R$ 500 a R$ 1.000 para o cidadão que recebe o Bolsa Família.
Um dos motivos para que seja possível um microcrédito para quem recebe o Bolsa Família é apoiar as famílias que estão recebendo o auxílio emergencial que termina este mês.
A possibilidade do microcrédito está em analise pelo governo que busca definir a origem dos recursos para a liberação do empréstimo, se poderá ser da União ou ainda da Caixa Econômica Federal. O orçamento inicial do programa não deverá superar os R$ 2 bilhões.
Caso o governo opte em direcionar os recursos do orçamento para o programa, a ideia é que o fundo seja estruturado como nos moldes do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).
Uso deve do crédito consciente
As discussões sobre o microcrédito estão bem avançadas, contudo a equipe econômica tem alertado Onyx Lorenzoni, Ministro da Cidadania que é o gestor do Bolsa Família que a medida precisa ser analisada com muito cuidado para que o microcrédito não se torne algo que levará apenas ao consumo imediato, sem o uso consciente dos valores.
“Se todos os beneficiários do Bolsa Família receberem esse crédito automaticamente, sem ter acesso aos cursos de educação financeira e aos conceitos do microcrédito, isso se torna um crédito direto ao consumidor. E isso leva a uma inadimplência maior. Essa é uma modalidade de crédito consciente”, disse.

Quem pode receber o Bolsa Família
- Famílias com renda mensal de até R$ 89 por pessoa;
- Famílias com renda mensal entre R$ 89,01 e R$ 178 por pessoa desde que tenham gestantes e/ou crianças e adolescentes até 17 anos.
Para saber a renda mensal por pessoa é preciso somar todos os rendimentos e salários dos membros da família, que moram na mesma casa, e dividir pelo número de pessoas.
Qual o valor do Bolsa Família?
O valor que a família terá direito por mês depende, por exemplo, da renda e se há gestantes, crianças e adolescentes. Os benefícios vão se somando. Veja os valores:
Benefício básico
- R$ 89: Pago apenas às famílias em extrema pobreza, ou seja, com renda mensal de até R$ 89 por pessoa.
Benefícios variáveis (até cinco por família)
- R$ 41: Pago às famílias com renda mensal de até R$ 178 por pessoa e que tenham crianças ou adolescentes até 15 anos em sua composição.
- R$ 41: Pago às famílias com renda mensal de até R$ 178 por pessoa e que tenham grávidas em sua composição. São nove parcelas mensais.
- R$ 41: Pago às famílias com renda mensal de até R$ 178 por pessoa e que tenham crianças até seis meses em sua composição. São seis parcelas mensais.
Benefício variável vinculado ao adolescente (até dois por família)
- R$ 48: Pago às famílias com renda mensal de até R$ 178 e que tenham adolescentes de 16 ou 17 anos em sua composição.
Benefício para superação da extrema pobreza
- Pago às famílias que continuam com renda mensal por pessoa inferior a R$ 89, mesmo após receberem outros tipos de benefício do programa.
- O valor é calculado caso a caso, de acordo com a renda e a quantidade de pessoas para que a família ultrapasse o piso de R$ 89 de renda por pessoa.
Veja um exemplo de quanto uma família ganharia de Bolsa Família
Uma família em situação de pobreza (renda por membro da família entre R$ 89,01 e R$ 178) composta por mãe, pai, um filho de um mês, um de quatro anos, um de seis anos e um de 17 anos vão receber R$ 212. Entenda:
R$ 41 pelo filho de um mês +
R$ 41 para complementação da alimentação do filho de um mês +
R$ 41 pelo filho de quatro anos +
R$ 41 pelo filho de seis anos +
R$ 48 pelo filho de 17 anos
= R$ 212
Conteúdo com informações Economia UOL adaptado por Jornal Contábil
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