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Clubes de Tiro: Psicóloga e Contador são presos em fraude de aquisição de arma de fogo

Autor: Ricardo de Freitas

Publicado em

A Polícia Civil de Sergipe deflagrou na sexta-feira, dia 02, a Operação Tiro Certo, por conta de investigações que identificaram uma organização criminosa responsável pela aquisição fraudulenta de armas de fogo através de clubes de tiro. Os mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Aracaju, São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro, Lagarto e Jaboatão dos Guararapes (PE).

A investigação do Centro de Operações Policiais Especiais da Polícia Civil de Sergipe conta com o apoio da Superintendência da Polícia Federal em Sergipe, Polícia Civil de Pernambuco, Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol) e Exército Brasileiro.

De acordo com os investigadores, a Organização Criminosa captava pessoas dispostas a dar entrada no processo administrativo para aquisição de arma de fogo. Em seguida, através de um profissional de Contabilidade, eram criadas empresas de fachada a fim de cumprir o requisito legal de “ocupação lícita” e “residência fixa”.

O passo seguinte, era realizado através de uma profissional de psicologia, a qual garantia mais um pré-requisito para ter acesso à arma: ela atestava a aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo dos candidatos de forma fraudulenta. Existem provas nos autos que alguns candidatos sequer compareceram ao consultório da psicóloga.

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Preenchidos os requisitos de “ocupação lícita”, “residência fixa” e “aptidão psicológica para o manuseio de arma de forma”, membros da organização criminosa fraudavam o “exame de capacidade técnica de tiro”, realizados no Clube de Tiro Tavares, município de São Cristóvão/SE e Clube Carcará, município de Lagarto/SE.

Assim, “cumpridos” os requisitos legais, a pessoa aliciada pela organização criminosa adquiria a arma de fogo. O mais preocupante, detectado durante as investigações, é que muitas dessas armas eram vendidas para terceiros não autorizados. Na maioria das vezes, a arma de fogo tinha sua numeração suprimida e há provas de que facções criminosas envolvidas com tráfico e homicídios se beneficiavam da fraude praticada adquirindo armas de fogo.

A Polícia Civil de Sergipe explica que a denominação “Tiro Certo” possui caráter ambíguo se referindo tanto à fraude cometida pelo grupo criminoso quanto ao compromisso das forças policiais no desbaratamento da organização e na prestação de serviço de segurança à população sergipana.

O Denarc e a Quinta Delegacia Metropolitana participaram da operação auxiliando no cumprimento dos mandados judicialmente deferidos.

Fonte: SSP/SE

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