Imposto de Renda
Comissão aprova dedução sem limites para despesas com educação de PcD
A proposta acaba com o limite de abatimento para gastos educacionais desse público. Entenda o projeto.

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que promete aliviar o bolso de famílias com dependentes com deficiência.
O texto permite a dedução integral das despesas com educação desse público na base de cálculo do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF). Atualmente, a legislação brasileira estipula um teto rígido para o abatimento de gastos com instrução, limitado a R$ 3.561,50 por ano.
A medida foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pelo deputado Amom Mandel (Republicanos-AM) ao Projeto de Lei 242/26, de autoria original do deputado Jonas Donizette (PSB-SP).
Enquanto a proposta inicial sugeria que esses gastos fossem classificados como despesas médicas — que já não possuem limite de dedução —, o novo texto manteve a natureza educacional das despesas, mas garantiu o abatimento total de forma direta.
Além disso, o texto aprovado assegura que as famílias não sejam prejudicadas por burocracias estatais: a falta de implementação das avaliações oficiais de deficiência, previstas pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência, não poderá ser usada como justificativa para impedir o benefício fiscal.
Leia também:
- Doação de imóveis bate recorde com medo de aumento do imposto sobre herança
- Como tirar a CNH de graça: veja quem pode participar do programa
- Como o Contador pode diversificar suas funções para 2027
- Dívidas municipais com a União já podem ser parceladas
- Reforma Tributária: cronograma e ações a se tomar ainda em 2026
Fronteira entre saúde e educação
O relator da proposta destacou que a rotina escolar de estudantes com deficiência envolve custos que misturam os conceitos de saúde e educação. Segundo Amom Mandel, gastos com apoio pedagógico especializado e o acompanhamento de profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais dentro do ambiente escolar são essenciais para o aprendizado, assim como o investimento em tecnologias assistivas.
Mandel explicou que, embora o Supremo Tribunal Federal (STF) e decretos antigos já curvem o entendimento de que esses custos deveriam ser equiparados a despesas médicas, a Receita Federal não aplica a regra de forma automática. Isso obriga muitas famílias a recorrerem aos tribunais para garantir o direito.
“O projeto reafirma os deveres estatais de promover a plena inclusão educacional das pessoas com deficiência, assegurar a igualdade de oportunidades e reduzir as barreiras econômicas”, defendeu o parlamentar.
Tramitação
Apesar do avanço, a proposta ainda não entrou em vigor. O projeto segue agora para análise, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para se tornar lei de fato, a medida precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
Contabilidade4 dias agoReforma Tributária: CFC lança guia para aplicação do IBS e da CBS
Contabilidade4 dias agoManutenção programada para implantação do CNPJ alfanumérico
Patrocinado2 dias agoAtendimento e agilidade: diferenciais observados por usuários da Trade24Seven
CLT4 dias agoAtestado de psicólogo abona falta no trabalho?
MEI1 dia agoContrata+Brasil amplia participação do MEI com 34 novas ocupações
Imposto de Renda4 dias agoReceita decide que Bolsa-Atleta deve ser declarada no Imposto de Renda
Patrocinado2 dias agoPor que a confiança na Trade24Seven acompanha a evolução do mercado financeiro digital
CLT4 dias agoFaltei muito ao trabalho: Posso ser demitido por justa causa?

































Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.