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Desemprego no país sobe para 13,3% no mês de junho e bate recorde

Autor: loureiro

Publicado em

A taxa de desemprego oficinal no país subiu no trimestre encerrado em junho, a taxa agora está em 13,3% e atinge mais de 12,8 milhões de pessoas em todo o país, com um fechamento de 8,9 milhões de postos de trabalho em comparação ao mesmo trimestre de 2019. Os dados divulgados nesta quarta-feira são da pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O expressivo resultado demonstra um aumento de 1,1 ponto percentual quando comparado ao trimestre de março (12,2%) e de 1,3 ponto percentual em comparação ao mesmo trimestre do ano passado (12%).

Essa media é a maior média na taxa de desempregos desde o trimestre terminado em maio de 2017 quando a taxa também ficou nos exatos 13,3%. Vale lembrar que essa média só não se tornou maior pois muitos brasileiros deixaram de procurar emprego com a pandemia do novo coronavírus.

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Já a parcela da população ocupada, que hoje chega a 83,3 milhões de pessoas, a taxa chegou ao menor nível da séria histórica iniciada no ano de 2012, com uma redução que chegou a 9,6% ou seja (8,9 milhões de pessoas a menos) comparado ao trimestre anterior, e de 10,7% se comparado com o mesmo trimestre de 2019 (cerca de 10 milhões de pessoas a menos). Em ambos os casos as quedas foram, mais uma vez, um record da série.

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Com relação ao nível da ocupação (percentual esse relacionado as pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) a media caiu em 5,6 pontos percentuais, frente ao trimestre anterior de (53,5%), atingindo 47,9% no trimestre de abril a junho de 2020, sendo o menor da série histórica. Frente a igual trimestre de 2019 de (54,6%), a que chegou a 6,7 pontos percentuais.

Já a taxa composta de subutilização (29,1%) foi mais um recorde na série, e teve um aumento de 4,8% pontos percentuais com relação ao trimestre anterior (24,4%) e de 4,3% pontos percentuais se comparados ao ano passado, que chegou a (24,8%).

Já a população caracterizada como subutilizada, que soma-se 31,9 milhões de pessoas, é outro recorde na série, com um crescimento de 15,7% ou seja (4,3 milhões de pessoas a mais) frente ao trimestre anterior de (27,6 milhões) e de 12,5% (3,5 milhões de pessoas a mais) se comparado ao mesmo período do ano passado (28,4 milhões).

Já os dados apontados para a população fora da força de trabalho, soma-se (77,8 milhões de pessoas) e atingiu um maior contingente da série e teve um crescimento recorde em ambas as comparações (trimestre passado e mesmo trimestre de 2019, sendo 15,6% (mais de 10,5 milhões de pessoas) e 20,1% (mais de 13 milhões de pessoas) respectivamente.

A população desalentada (5,7 milhões de pessoas) foi recorde na série histórica, com alta de 19,1% (mais 913 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 16,5% (mais 806 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

O percentual de desalentados em relação à população na força de trabalho ou desalentada (5,6%) foi recorde, com a alta de 1,2 ponto percentual tanto em relação ao trimestre anterior (4,3%) quanto a igual trimestre de 2019 (4,4%).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) caiu para 30,2 milhões, menor nível da série, 8,9% abaixo do trimestre anterior (menos 2,9 milhões) e 9,2% (menos 3,1 milhões) abaixo do mesmo trimestre de 2019.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (8,6 milhões de pessoas) também chegou ao menor nível, com queda de 2,4 milhões de pessoas (-21,6%) frente ao trimestre anterior e 2,9 milhões (-24,9%) frente ao mesmo período de 2019.

O número de trabalhadores por conta própria caiu para 21,7 milhões de pessoas, uma redução de 10,3% comparado tanto ao trimestre anterior quanto a igual período de 2019.

A categoria dos trabalhadores domésticos (4,7 milhões de pessoas) chegou ao menor nível da série, com quedas recordes em ambas as comparações: -21,0% frente ao trimestre anterior e -24,6% frente a igual período de 2019.

A taxa de informalidade foi de 36,9% da população ocupada, ou 30,8 milhões de trabalhadores informais, a menor da série, iniciada em 2016. No trimestre anterior, a taxa havia sido 39,9% e no mesmo trimestre de 2019, 41,2%.

O rendimento real habitual (R$ 2.500), por sua vez, aumentou 4,6% frente ao trimestre anterior e 6,9% frente ao mesmo trimestre de 2019. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 203,5 bilhões de reais) recuou 5,6% (menos R$ 12,0 bilhões) em relação ao trimestre anterior e 4,4% em relação a 2019 (menos R$ 9,4 bilhões).

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), estimada em 96,1 milhões de pessoas caiu 8,5% comparada ao trimestre anterior (8,9 milhões de pessoas a menos) e 9,4% frente ao mesmo período de 2019 (10,0 milhões de pessoas a menos). Embora este contingente não seja o menor da série histórica, ambas as quedas são recordes.

*Com informações InfoMoney, adaptado por Jornal Contábil

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