Contabilidade
EFD-Reinf: publicada a versão 2.7 do Manual de Orientação ao Desenvolvedor
A principal alteração é a remoção completa do modelo síncrono, mantendo apenas o modelo assíncrono para o envio de eventos

A Receita Federal do Brasil (RFB) deu um passo significativo em direção à modernização e padronização de seus sistemas ao publicar, em 1º de outubro de 2025, a versão 2.7 do Manual de Orientação do Desenvolvedor da EFD-Reinf.
A principal alteração é a remoção completa do modelo síncrono, mantendo apenas o modelo assíncrono para o envio e consulta de eventos.
O que muda e por quê
A mudança, válida em todo o território nacional, foca em alterar a forma de integração técnica dos sistemas das empresas com a Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf).
O processamento será agora exclusivamente concentrado em APIs REST (Representational State Transfer), utilizando o método de autenticação mútua. Isso significa que a comunicação entre os softwares das empresas e o ambiente da Receita Federal se torna mais padronizada, robusta e segura. Exigindo que ambas as pontas se identifiquem e confiem uma na outra. No modelo assíncrono, o envio do evento é feito de imediato, mas o processamento e o retorno da resposta são feitos em um momento posterior, mediante consulta.
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A adoção do padrão assíncrono é uma estratégia para:
- Simplificar a Arquitetura: Reduzindo a complexidade técnica do ambiente do SPED/EFD-Reinf.
- Reforçar a Segurança: A autenticação mútua eleva o nível de proteção das transmissões de dados fiscais.
- Padronizar Procedimentos: Alinhando a EFD-Reinf com as melhores práticas de integração de sistemas e tornando o ambiente mais coeso.
A versão 2.7 do Manual de Orientação ao Desenvolvedor da EFD-Reinf contendo atualizações sobre a desativação do modelo síncrono está disponível.
Para ter acesso à versão, clique aqui.
Implicações para o contribuinte
A exclusividade do modelo assíncrono exige que os desenvolvedores e responsáveis pela área de Tecnologia da Informação (TI) das empresas ajustem seus sistemas para a nova forma de comunicação.
O modelo assíncrono é importante para lidar com grandes volumes de dados sem sobrecarregar o sistema de recebimento da Receita Federal. Assim, garantindo uma melhor estabilidade e disponibilidade do serviço.
Com esta atualização, a Receita Federal reitera seu compromisso com a modernização do sistema tributário, buscando eficiência e segurança no tratamento das informações fiscais.
É fundamental que as empresas se adaptem o quanto antes para garantir a continuidade no cumprimento de suas obrigações acessórias.
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