Fique Sabendo
Reforma do Código de Trânsito pode ser a maior mudança na legislação desde 1997. Votação está marcada para julho

Não virou lei ainda. Mas já movimenta especialistas, órgãos de trânsito, autoescolas e entidades do setor como se estivesse prestes a mudar tudo. O projeto que reforma o Código de Trânsito Brasileiro mexe em 63 artigos da lei e concentra discussões que vinham sendo adiadas há anos.
A votação na Comissão Especial da Câmara foi adiada para 7 de julho, após pedido de vista de parlamentares. Se passar na comissão, o plenário da Câmara analisa no dia seguinte, 8 de julho. Depois, vai ao Senado.
Não é só para quem vai tirar CNH
Esse é o primeiro equívoco a desfazer. Quando o assunto é mudança nas regras de habilitação, muita gente acha que o tema só interessa a quem ainda não tem carteira. Não é o caso aqui.
O projeto toca em renovação da CNH, avaliação psicológica periódica, prontuário nacional de perícias médicas e psicológicas, fiscalização eletrônica e circulação de novos modais. Quem já dirige há décadas também pode ser afetado.
O que muda na formação de motoristas
A proposta reformula o processo de habilitação com algumas mudanças relevantes. A carga horária mínima de aulas práticas passa a ser definida diretamente no CTB.
Instrutores autônomos poderão atuar no processo. Exames práticos poderão ser realizados em Escolas de Trânsito credenciadas, não apenas nos Detrans.
Fica também no texto a possibilidade de jovens entre 16 e 18 anos dirigirem com supervisão, um dos pontos que mais gerou debate durante as audiências públicas.
Bicicleta elétrica, patinete e carro autônomo também entram
O trânsito brasileiro está mudando mais rápido do que a legislação consegue acompanhar. O projeto tenta fechar essa lacuna criando regras para bicicletas elétricas, equipamentos de mobilidade individual e veículos autônomos ou semiautônomos. São tecnologias que já circulam nas ruas do país sem um marco legal adequado.
Ao longo do relatório, o número de mortes nas vias brasileiras aparece como justificativa para diversas propostas. A leitura do texto deixa claro que algumas flexibilizações não serão aceitas sem contrapartidas em termos de segurança.
Avaliação psicológica periódica, critérios mais rigorosos para exames de habilitação e mecanismos nacionais de compartilhamento de informações fazem parte dessa preocupação.
Por que acompanhar antes de virar lei
É durante a tramitação que mudanças ainda podem ser feitas. Depois da aprovação, o espaço para alterações encolhe bastante.
O histórico recente mostra que mudanças no trânsito tendem a produzir impacto real no cotidiano dos brasileiros, seja no bolso, na habilitação ou na forma como as vias são fiscalizadas.
O projeto ainda não é lei. Mas o que está sendo discutido agora vai definir as regras do trânsito brasileiro pelos próximos anos.
Fique Sabendo2 dias agoCNH aos 16 e fim de radares ocultos: veja as propostas para novo Código de Trânsito
INSS2 dias agoAposentadoria em 2026: casos que permitem se aposentar antes dos 60 anos
Investimentos2 dias agoPRIO3: veja o potencial de dividendos e o que analisar antes de investir na ação
MEI2 dias agoGoverno quer reajuste só para MEI, mas Câmara exige incluir todo o Simples Nacional
Finanças Pessoais2 dias agoComo saber se o consórcio cabe no orçamento sem comprometer as finanças?
INSS3 dias agoPrevidência atualiza índices do INSS
Contabilidade3 dias agoComo pagar menos imposto legalmente com as novas regras de 2026
CLT3 dias agoComo funciona a jornada de trabalho meio período e quais os direitos
































Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.