Economia
Exportações da RMC seguem em ascensão com crescimento de 20%, mas déficit persiste com força das importações
Estudo do Observatório PUC-Campinas indica que a participação da RMC nas exportações no comércio paulista foi de 7,4%; Importações atingem 22,7%

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) demonstrou em agosto de 2025 um cenário de contrastes em sua Balança Comercial, segundo apontou o estudo do Observatório PUC-Campinas. As exportações regionais registraram um crescimento robusto de 20,2% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, indicando um fôlego nas vendas externas. Contudo, o avanço das importações, que aumentaram 8,06%, exerceu pressão e levou ao aumento do déficit comercial da região em 3,57%.
A participação da RMC no comércio paulista em agosto foi de 7,4% nas exportações e notáveis 22,7% nas importações, ressaltando o papel da região como um importante polo de consumo de produtos estrangeiros.
No detalhamento por complexidade tecnológica, as exportações da RMC evidenciaram um movimento positivo, com destaque para o ganho de espaço de produtos de média-alta e alta tecnologia. Já nas importações, embora houvesse recuo em itens de baixa e média-baixa complexidade, o crescimento em produtos de média-alta e alta tecnologia contribuiu para a manutenção de um saldo negativo em patamar elevado.
Relação com os Estados Unidos: déficit acentuado
A relação comercial bilateral com os Estados Unidos, um parceiro tradicional, apresentou um quadro desafiador. As exportações da RMC para o país norte-americano registraram uma queda de 10,25%, fazendo com que a fatia dos EUA nas vendas totais da região atingisse o menor nível em uma década (13,2%). Em contrapartida, as importações vindas dos Estados Unidos cresceram 12,96%. Esse desequilíbrio reforçou o déficit comercial da RMC com os norte-americanos.
No acumulado dos últimos 12 meses, a tendência de desequilíbrio se mantém. As exportações da RMC aumentaram 10,19%, enquanto as importações cresceram 14,82%, resultando em uma ampliação do déficit em 16,98%.
Em suma, apesar do notável impulso exportador observado em agosto, mesmo diante do cenário de tarifas impostas pelos EUA, a contínua expansão das importações na RMC sustenta um saldo comercial regional fortemente negativo. A dinâmica exige atenção para o fortalecimento das cadeias produtivas locais e a diversificação de mercados.
Para acessar o relatório completo clique aqui.
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