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Fraude: Contador de empresas investigadas se entrega ao Ministério Público
O contador Hederson Bueno apontado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) como um dos cérebros do esquema que desviava dinheiro da Receita Estadual, se entregou nesta terça-feira (31). Bueno estava foragido, mas como colaborou com a investigação – prestando depoimento – foi liberado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
De acordo com o promotor Claudio Esteves, Herderson Bueno colaborava com o esquema ao criar empresas fantasmas para desviar dinheiro da Receita Estadual. Conforme as investigações, essas empresas emitiam notas fiscais frias, utilizadas para sonegar impostos. O MP-PR não soube dizer a quantia desvia, mas estima que as notas eram impressas com valores milionários.
O advogado do contador Italvy Moraes disse que o cliente se apresentou ao Gaeco, pois havia informações que ele poderia atrapalhar as investigações caso não comparecesse a sede do órgão. “O meu cliente apenas abriu uma das empresas investigadas e fazia a contabilidade de outra. Nunca participou de esquema algum.
O Ministério Público está o investigando porque além dessa coincidência ele também tem grau de parentesco com outros dois investigados”, argumenta o advogado. “Bueno vai colaborar com o Ministério Público e vamos esclarecer essa confusão”, diz.
Operação Voldemort
Além dessa investigação, o MP-PR ainda apura outro esquema de fraude em licitações do governo do estado. Gravações telefônicas obtidas pelo órgão com autorização da Justiça mostram um suposto esquema em uma licitação do Departamento de Transportes do governo.
As gravações mostram conversas entre o ex-diretor do Deto, Ernani Delicato, e Ismar Ieger, considerado pelo MP-PR como “testa de ferro” da Oficina Providence Auto Center, de Cambé, no norte do Paraná. Delicato e Ieger estão entre os sete réus na denúncia apresentada pelo MP-PR e que foi aceita pela 3ª Vara Criminal de Londrina, no norte do Paraná na segunda-feira (30).
Na ligação, Delicato orienta Ieger a fazer as três propostas das empresas que iriam, então, participar de um contrato emergencial com o governo para o conserto de carros oficiais do Governo do Paraná, com valor de R$ 1,5 milhão. O contrato foi suspenso pela Justiça.
Retirada de dinheiro
Durante a tarde desta terça-feira, advogados da empresa Silo da Moda, investigada pelo Gaeco, estiveram na sede do MP-PR em Londrina para retirar R$ 350 mil que foram apreendidos no dia 20 de março durante a Operação Publicano. O dinheiro foi liberado pela Justiça.
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