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INSS: Como o segurado pode garantir o teto da aposentadoria em 2022?

O valor da aposentadoria é reajustado todos os anos e com isso o valor máximo do benefício também muda.
O segurado que deseja receber o valor máximo da aposentadoria precisa estar atento a vários fatores, como: idade, expectativa de vida, período de arrecadação, tempo de trabalho especial, entre outros.
Nesse artigo vamos mostrar quais são as exigências que o segurado deve cumprir para assegurar o teto da aposentadoria no próximo ano.
Aposentadoria pelo teto do INSS
Conseguir se aposentar pelo teto do INSS não é algo fácil, ainda mais depois que a Reforma da Previdência começou a vigorar em 13 de novembro de 2019.
O segurado consegue receber o valor máximo da aposentadoria quando cumpriu o tempo de arrecadação maior que o exigido. Em algumas situações, onde a alíquota de cálculo ultrapassa 100% da média salarial, existe a chance de esse cidadão receber futuramente o teto da aposentadoria do INSS.
Vale lembrar, que o cálculo do INSS considera 60% da média de todos os salários de arrecadação + 2% por ano de contribuição que exceder 20 anos (homens) e 15 anos (mulheres). Portanto, para receber 100% da média salarial, os homens precisam recolher junto ao INSS por 40 anos e as mulheres por 35 anos.
Quais são os segurados que podem receber o valor máximo da aposentadoria?
Nem todos os segurados podem receber o teto da aposentadoria, esse é um direito garantido apenas para os contribuintes individuais, contribuintes facultativos, empregados domésticos e empresários.
Importante: Para receber o teto, o contribuinte precisa contribuir com o percentual de 20% sobre o valor máximo da aposentadoria, que tem precisão de ser R$7.079,50 em 2022.
Como o trabalhador pode fazer suas contribuições tendo como base o valor máximo do INSS?
Para os contribuintes que possuem vínculo empregatício, o desconto é automático e tem como base a remuneração mensal do trabalhador. Quando a remuneração é igual ou superior ao teto do INSS, o segurado está contribuindo pelo teto.
Os segurados facultativos podem escolher com quanto vão arrecadar. De modo geral, os segurados contribuem com o percentual de 20% sobre valores entre o salário mínimo e o teto do INSS.
Importante: Existe a chance desses segurados contribuírem com o percentual de 11% sobre o salário mínimo, ou de 5% sobre o salário mínimo.
Como é feita a complementação da contribuição?
O trabalhador que quer complementar a sua arrecadação e conseguir o valor máximo do INSS, precisa fazer uma complementação do seu recolhimento como contribuinte individual ou MEI.
Para se encaixar nessas modalidades é necessário que o trabalhador exerça atividade como autônomo ou como Microempreendedor Individual.
A complementação acontece da seguinte forma:
- Subtraia o salário (como contribuinte individual ou MEI) pelo valor máximo do INSS (do ano vigente);
- A contribuição deve ser de 20% sobre o resultado obtido.
Vamos dar um exemplo para ficar mais fácil de entender.
Um trabalhador com salário de R$4.000,00. Sabendo que o teto do INSS em 2021 é de R$6.433,57, será necessário complementar o recolhimento, aplicando o percentual de 20% sobre R$2.433,57. Isto é, uma contribuição de R$486,71.
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