Justiça do Trabalho é competente para julgar danos morais por falta de recolhimento ao INSS

Uma trabalhadora ingressou com ação trabalhista em face de sua ex-empregadora, para quem laborou como doméstica por mais de seis anos.

A reclamante alegou que durante o pacto laboral a reclamada não depositou o INSS devido, posto isso, requereu a comprovação dos recolhimentos previdenciários de forma integral, bem como indenização por danos morais em decorrência do não recolhimento do INSS.

Em primeira instância, o processo foi extinto sem resolução de mérito, entendendo-se que a Justiça do Trabalho é incompetente para verificar a regularidade dos recolhimentos previdenciários, o que por sua vez também prejudicada a análise do alegado dano moral.

Inconformada, a reclamante recorreu ao TRT10. O Tribunal confirmou a incompetência da Justiça Especializada para análise de comprovação de recolhimento do INSS. Contudo, entendeu que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedido de trabalhador sobre indenização por danos morais em caso de ausência de recolhimento ao INSS.

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De acordo com o relator do acórdão, desembargador José Leone Cordeiro Leite “O fato de esta Justiça Especializada não ter competência para determinar o recolhimento do INSS relativo ao pacto laboral e, por consequência, de obrigar o empregador a comprovar o seu recolhimento sob pena de multa, não impede que haja a apreciação de pedido de danos morais em razão da ausência dos referidos recolhimentos”.

Por fim, foi determinado o retorno dos autos à 16ª Vara de Brasília para prosseguimento da ação.

Processo relacionado: 0000870-71.2015.5.10.0016.

Ricardo de Freitas

Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro "A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade", uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica. Além disso é CEO da FiscalTalks Inteligência Artificial, onde desenvolve vários projetos de IA para diversas areas.

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