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Lula assina acordo de validação de diplomas em Portugal

Autor: Esther Vasconcelos

Publicado em

Durante sua visita a Portugal, o presidente Lula assinou treze acordos de cooperação entre Brasil e Portugal em diversas áreas, incluindo a validação mútua de diplomas universitários.

Essa medida tem como objetivo simplificar o processo de reconhecimento de diplomas entre os dois países e facilitar a vida dos estudantes e profissionais que desejam atuar em ambos os mercados.

Leia Também: Lula Em Portugal: Confira Lista Dos Atos Assinados Pelos Dois Países

Ensino Fundamental e Médio

De acordo com o tratado, as qualificações educacionais do Ensino Fundamental ao Ensino Médio serão reconhecidas, independentemente da data em que foram emitidas.

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Esse processo ocorrerá por meio de documentos oficiais, como certificados ou diplomas de conclusão, emitidos pelos estabelecimentos escolares.

O acordo leva em consideração o número de anos de estudos concluídos, seguindo uma tabela estipulada pelos governos, que substituirá o sistema atual e facilitará a conversão dos certificados. Por exemplo, no Brasil, os Anos Iniciais do Ensino Fundamental (do 1º ao 5º ano) serão considerados como 1º e 2º ciclo em Portugal.

Já no caso do Ensino Médio, as séries são semelhantes, com três anos de estudo, mas com nomenclaturas diferentes.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o primeiro-ministro de Portugal, António Costa. Foto: Ricardo Stuckert/PR

No Brasil, as séries são chamadas de 1º, 2º e 3º ano, enquanto em Portugal vão do 10º ao 12º ano. Embora o acordo já tenha sido assinado, ainda não há data definida para sua entrada em vigor.

É necessário que ambos os países realizem ajustes internos, que ainda não foram detalhados, e o prazo para início do cumprimento será de 30 dias após esses ajustes serem feitos.

Processo atual

Atualmente, o processo de reconhecimento de diplomas para estudar em Portugal exige duas etapas: enviar cópias do histórico escolar e diploma ou certificado de conclusão para a Embaixada do Brasil em Lisboa.

Em seguida deve se apresentar os documentos em uma escola próxima ao local de residência.

É necessário que as notas e carga horária sejam equivalentes às instituições portuguesas para iniciar uma graduação.

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Diplomas universitários

A medida acordada não abrange diplomas universitários, os quais exigem um longo processo de equivalência e regras específicas.

O objetivo é tornar o processo de reconhecimento de diplomas e notas menos burocrático e facilitar o acesso de brasileiros ao ensino superior português.

No entanto, segundo Camilo Santana, o acordo com Portugal atualmente não engloba diplomas universitários.

A próxima etapa das negociações com as autoridades portuguesas será justamente tratar desse assunto.

Inicialmente, esperava-se que os diplomas de pelo menos quatro profissões – enfermagem, advocacia, fonoaudiologia e engenharia – fossem reconhecidos durante a reunião de cúpula, mas as discussões não avançaram.

Isso ocorreu devido a resistências das entidades sindicais portuguesas, que têm preocupações em relação ao aumento da concorrência no mercado de trabalho.

Durante a reunião bilateral, a ministra brasileira da Saúde, Nísia Trindade, discutiu com seus pares portugueses a questão da equivalência de diplomas na área da saúde, como Medicina.

Embora não haja previsão de acordo imediato, a ministra admitiu durante coletiva de imprensa que o assunto continuará sendo discutido pelos dois países.

A ministra da Saúde brasileira avalia que uma simplificação do processo de equivalência de diplomas ajudaria Portugal a suprir a falta de médicos no país.

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