Crédito de imagem PCTO
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou uma nova fase da Operação El Dourado para desarticular um esquema de fraudes fiscais, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro no estado. A ofensiva foi conduzida pela Divisão Especializada de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DRCOT), com o suporte de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda.
Na ação, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência de um contador de 32 anos, localizada no Plano Diretor Sul, na capital. Todavia, seu nome não foi divulgado pela polícia. De acordo com as investigações, a organização criminosa utilizava empresas de fachada para simular transações fictícias de compra e venda de grãos.
O objetivo do grupo era gerar créditos falsos de ICMS e reduzir ilegalmente os impostos de outras companhias. As estimativas apontam que apenas uma das empresas envolvidas gerou um prejuízo superior a R$ 55 milhões ao erário.
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As investigações da DRCOT indicam que o contador alvo da busca assumiu a administração do escritório de contabilidade do grupo após a fuga do suposto líder da organização, Paulo César Maciel dos Santos. O novo suspeito teria papel estratégico na movimentação financeira do esquema, gerenciando contas bancárias pelo próprio aparelho celular e utilizando o reconhecimento facial de terceiros para autorizar transferências e pagamentos de altas quantias.
No endereço do investigado, a equipe policial apreendeu notebooks, aparelhos celulares, carimbos vinculados aos nomes dos principais envolvidos e pequenas porções de substância entorpecente. Todo o material arrecadado passará por perícia técnica da Polícia Científica e por análises da Diretoria de Inteligência Policial (DIP).
O delegado responsável pelo caso, Vinicius Mendes de Oliveira, destacou que esta nova etapa fortalece as ações de combate às fraudes estruturadas e ao crime organizado no Tocantins. Segundo a autoridade policial, os documentos e eletrônicos recolhidos servirão para aprofundar a responsabilização de cada integrante do grupo.
As diligências policiais continuam em andamento para localizar outros envolvidos no esquema. O apontado como líder do grupo, Paulo César Maciel dos Santos, permanece foragido da Justiça e já teve pedidos de liberdade negados pelo Tribunal de Justiça estadual e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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