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Perdão de dívidas do Fies começa dia 7 de março

Nesta sexta-feira (11), o governo federal publicou a resolução que define as regras para quitação das dívidas como o Financiamento Estudantil (Fies).
Assim, os estudantes em situação de inadimplentes com contratos firmados até 2019, vão poder solicitar a renegociação das pendências a partir do dia 7 de março.
Conforme apontamento, o programa conta hoje com mais de um milhão de pessoas inadimplentes com débitos que ultrapassam os R$ 9 bilhões.
Renegociação das dívidas
O documento apresentado pelo governo pode trazer benefícios aos estudantes que formalizaram contratos até 2017 e que estejam com prestações vencidas há pelo menos 90 dias.
O período de renegociação será dos dias 7 de março até o dia 31 de agosto, assim, é preciso ficar atento para não perder a oportunidade de quitar as dívidas.
Para ter o nome retirado dos órgãos de proteção ao crédito, os beneficiários deverão pagar o valor da entrada no ato da renegociação, correspondente ao valor da primeira parcela.
O valor mínimo da prestação será de R$ 200 e poderá ser parcelado em até 150 meses. O desconto, no entanto, pode chegar a 92% para estudantes com mais de 360 dias de atraso, inscritos no CadÚnico ou beneficiários do Auxílio Emergencial que representam 548 mil inadimplentes.
Já para os demais inadimplentes o desconto será de até 86,5%, o que contempla cerca de 524 mil estudantes.
Lado político
A decisão do presidente Jair Bolsonaro, sobre esse programa que beneficia os devedores do Fies veio no final do ano passado. Muitos apontam que um dos motivos para a liberação da medida é o interesse do presidente na reeleição.
Durante discurso de regulamentação da medida o ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou a medida de renegociação de dívidas para estudantes como “ato de extraordinária generosidade” por parte do chefe do Executivo. O titular disse que o valor de compensação da medida é “irrisório”. Em sua fala, Bolsonaro afirmou que, na área econômica, o Brasil “vai indo muito bem”.
“Mas estamos aqui, mesmo com dois anos de pandemia, tendo bons resultados na economia. Logicamente que todo mundo briga com o Paulo Guedes, todo mundo quer dinheiro, é natural. Qual político não quer dinheiro? Se tiver um deputado que não quer dinheiro, está errado. Mas, apesar de todos os problemas, graças a Deus, o Brasil na economia vai indo muito bem”, disse Bolsonaro.
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