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As 20 profissões que exigem ensino médio mais bem pagas do Brasil

Segundo dados recentes da Pesquisa Pnad Contínua, 54,5% da população brasileira com mais de 25 anos tem o ensino básico completo — ou seja, pessoas que concluíram até o ensino médio.
Com tantos brasileiros com o ensino médio completo, mas sem formações superiores, muitos se perguntam sobre quais são as profissões mais bem pagas do Brasil para quem tem apenas o ensino médio.
Essa dúvida é muito comum, especialmente porque quando vamos procurar nos informar sobre carreiras bem pagas, normalmente elas falam sobre profissões que exigem curso superior, o que acaba não sendo possível para a maioria dos brasileiros.
Profissões mais bem pagas com ensino médio
Existem dezenas de profissões com ensino médio que podem ser bem pagas, uma delas é a de vendedor, contudo, existe uma grande variação sobre segmento, mercado, produto, entre várias outras questões.
Mas, inevitavelmente, já vimos vendedores ganhando salários extremamente altos, e outros que trabalham com vendas e tiram salários baixos. Logo, realmente é bem difícil mensurar quais são as profissões com ensino médio mais bem pagas do país.
Contudo, é totalmente possível descobrir quais são as profissões mais bem pagas para quem tem apenas o ensino médio quando acessamos informações do governo, através de dados do eSocial/CAGED, que é por onde as empresas enviam as informações dos trabalhadores ao governo federal.
Por meio dos dados enviados as empresas ao governo, bem como pela apresentação desses dados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, conseguimos ter acesso às profissões com ensino médio mais bem pagas do Brasil. Quer saber quais são elas? Então bora ver!
- Atacante no futebol: R$ 8.198,70
- Palhaço: R$ 7.475,64
- Supervisor de alto-forno: R$ 5.589,41
- Técnico de laminação em siderurgia: R$ 5.567,67
- Inspetor de pintura: R$ 5.025,44
- Encarregado de abridores (fumo): R$ 5.014,48
- Chefe de chaparia: R$ 4.812,94
- Técnico de ensaios mecânicos (caldeiraria): R$ 4.768,34
- Inspetor de equipamentos: R$ 4.634,81
- Encarregado de montagem de tubos: R$ 4.585,27
- Encarregado de oxicorte: R$ 4.468,04
- Inspetor de manutenção: R$ 4.290,12
- Mandrilador CNC: R$ 4.227,30
- Gerente de agropecuária: R$ 4.179,48
- Patrão de pesca na navegação interior: R$ 4.125,64
- Atleta da ginástica: R$ 3.969,30
- Supervisor de carregamento de minérios: R$ 3.885,87
- Técnico em instrumentação: R$ 3.875,47
- Encarregado de pintura (tratamento de superfícies): R$ 3.872,62
- Metalógrafo (técnico): R$ 3.857,46
Diferenças entre quem tem ensino superior e ensino médio
Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), identificou que trabalhadores com ensino superior, ganham remunerações bem mais altas do que aqueles que possuem apenas o ensino médio, isto independente da área de formação.
Com base no estudo, a diferença salarial entre trabalhadores com ensino superior e ensino médio a chega a quatro vezes, sendo três fatores determinantes para a diferença de rendimentos:
- A qualificação geral adquirida durante o curso superior
- A relação entre qualificação adquirida em determinada área de estudo e a exigida na ocupação
- O acesso a empregos com maiores remunerações
A pesquisa mostra que, em áreas como engenharia e saúde, que já possuem salários mais altos, fatores como conhecimento específico, formação e qualificação acabam tendo profundo impacto, resultando em um rendimento quatro vezes maior do que pessoas com ensino médio. Já em áreas com remuneração mais baixa, como humanidades e artes, a falta de alinhamento entre a formação e as exigências do mercado contribui para rendimentos menores.
No caso dos profissionais de educação, apesar de muitos trabalharem em áreas vinculadas à sua formação, o impacto da qualificação geral é menor comparado a outras áreas. Além disso, profissionais de cursos de serviços, assim como os de educação, humanidades e artes, tendem a ocupar cargos com salários mais baixos.
O estudo também mostra que a diferença salarial entre trabalhadores com ensino médio e superior no Brasil é bem expressiva, mas varia muito dependendo da área de formação. O capital humano adquirido nos anos de estudo e a aplicação do conhecimento específico na carreira são fatores fundamentais para entender essas disparidades.
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