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ButanVac: Empresa Brasileira irá fornecer ovos para a produção da Nova Vacina

Autor: Gabriel Dau

Publicado em

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta sexta-feira, 26, que o Instituto Butantan iniciou o desenvolvimento e a produção-piloto da primeira vacina brasileira contra o novo coronavírus. A expectativa é que os ensaios clínicos de fases 1 e 2 em humanos com o novo imunizante comecem já em abril, após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Diferente da CoronaVac, distribuída atualmente em parceria com o laboratório chinê Sinovac, a vacina do Butantan utilizará ovos férteis e vírus morto em seu processo de fabricação. Para que esse produto tão essencial para a saúde dos brasileiros chegue ao mercado, o agronegócio será peça fundamental.

A Globoaves,  uma empresa especializada na produção avícola, será parceira do Butantan na produção das novas vacinas, assim como já faziam com o vírus da gripe, o influenza. “Nos orgulhamos de fazer parte do esforço do Butantan na promoção da saúde. Somos fornecedores de ovos embrionados para a produção da vacina da Influenza e, agora, da Butanvac”, disse a empresa em comunicado.

Para a produção da ButanVac, o instituto deverá usar tecnologia já disponível em sua fábrica de vacinas contra a gripe, a partir do cultivo de cepas em ovos de galinha, que gera doses de vacinas inativadas, feitas com fragmentos de vírus mortos.

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Segundo Ricardo Palacios, diretor médico de pesquisa clínica do Instituto Butantan, a nova vacina brasileira terá perfil alto de segurança. “Nós sabemos produzir a ButanVac, temos tecnologia para isso, e sabemos também que vacinas inativadas são eficazes contra a Covid-19. Poder entregar mais vacinas é o que precisamos em um momento tão crítico”, explica.

Diretor-presidente do Butantan, Dimas Covas afirma que será possível entregar a vacina brasileira ainda neste ano. “Após o final da produção da vacina contra Influenza, em maio, poderemos iniciar imediatamente a produção da Butanvac. Atualmente, nossa fábrica envasa a Influenza e a CoronaVac. Estamos em pleno vapor”, afirma Dimas Covas.

Afinal, como a vacina é produzida em ovos?

Fonte: Embrapa

A tecnologia da ButanVac utiliza um vetor viral que contém a proteína Spike do coronavírus de forma íntegra. O vírus utilizado como vetor nesta vacina é o da Doença de Newcastle, uma infecção que afeta aves. Por esta razão, o vírus se desenvolve bem em ovos embrionados, permitindo eficiência produtiva num processo similar ao utilizado na vacina de influenza.

 O vírus da doença de Newcastle não causa sintomas em seres humanos, constituindo-se como alternativa muito segura na produção. O vírus é inativado para a formulação da vacina, facilitando sua estabilidade e deixando o imunizante ainda mais seguro.

“A produção dos ovos é feita em granjas próprias, construídas em locais protegidos, que contam com altíssimos níveis de controle sanitário.Utilizamos o que há de mais moderno na produção avícola: controles rigorosos, como os controles de ventilação, condições climáticas, iluminação, ninhos automáticos, transporte e embalagem dos ovos em linhas automatizadas. Tudo isso sem deixar de cuidar do bem-estar animal que, tanto na fase de recria como na de produção, é prioridade para que as aves possam produzir ovos da melhor qualidade e plenamente saudáveis”, explica a Globoaves.

Fonte: Dia Rural

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