Geral
Câmara de SP aprova multa de R$ 17 mil a quem doar comida a sem-teto

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação, um projeto de lei que prevê multa de R$ 17 mil para quem descumprir determinados requisitos sobre a doação de alimentos a pessoas em situação de rua na capital.
Rubinho Nunes (União), autor do projeto, afirmou que o objetivo do projeto é garantir protocolos de segurança alimentar na distribuição, prestigiando a higiene e acolhimento das pessoas vulneráveis durante a alimentação. Ele também disse que alguns veículos deram uma interpretação errada e desvirtuada sobre o projeto.
Nunes acrescentou que o projeto otimiza a assistência, evitando desperdício e a venda de marmitas para compra de drogas devido à distribuição concentrada, o que prejudica a ajuda a pessoas em regiões mais afastadas da cidade.
Regras para Doação de Alimentos
Requisitos para Pessoas Físicas: Para doar alimentos, as pessoas físicas deverão:
- Limpar toda a área onde será realizada a distribuição dos alimentos.
- Disponibilizar tendas, mesas, cadeiras, talheres, guardanapos e demais ferramentas necessárias para uma alimentação segura e digna.
- Responsabilizar-se pela adequada limpeza e asseio do local após a ação.
- Obter autorização da Secretaria Municipal de Subprefeituras.
- Obter autorização da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS).
- Realizar o cadastro de todos os voluntários presentes na ação junto à SMADS.
Requisitos para Entidades e ONGs: Além dos requisitos acima, as entidades e ONGs deverão:
- Registrar a razão social da entidade reconhecida por órgãos competentes do município.
- Apresentar documento atualizado com informações sobre o quadro administrativo da entidade, com nomes, cargos dos membros e comprovações de identidade.
- Realizar o cadastro das pessoas em situação de vulnerabilidade social e manter informações atualizadas na SMADS.
- Identificar os voluntários com crachá da entidade no momento da entrega do alimento.
- Autenticar documentações apresentadas em cartório ou acompanhar de atestado de veracidade.
Em ambos os casos o local onde os alimentos serão preparados deverá passar por vistoria da Vigilância Sanitária.
Leia Também: Veto Presidencial derrubado: Detentos não terão direito a “saidinha”
Oposição e Críticas das ONGs
Representantes de ONGs que atuam com pessoas em situação de rua criticaram o projeto. Eles argumentam que exigir listas, documentos e autorizações são “arbitrariedades sem sentido” que afastarão voluntários e inibirão o trabalho humanitário realizado pelas ONGs na cidade.
Thiago Branco, fundador da ONG Mãos na Massa, e Christian Francis Braga, fundador do Instituto GAS, destacaram que muitas ONGs fazem o trabalho que a prefeitura deveria fazer, mantendo pessoas vulneráveis vivas, alimentadas e protegidas do frio. Eles questionaram como ações emergenciais serão realizadas se precisarem de autorizações das Subprefeituras e criticaram as multas de R$ 17 mil para entidades sem fins lucrativos..
A Ação da Cidadania, uma das maiores ONGs de combate à fome no país, criticou o projeto. A entidade afirmou que o projeto compromete a existência das 10,6 milhões de pessoas que vivem no estado de São Paulo e não conseguem fazer todas as refeições como deveriam.
A vereadora Luna Zarattini (PT) afirmou que buscará meios para impedir que o retrocesso aconteça na cidade. Ela criticou o projeto por estimular multas e penalidades através de requisitos burocráticos, em vez de incentivar as ONGs no combate à fome e à miséria.
A covereadora Silvia Ferraro, do mandato coletivo Bancada Feminista do PSOL, disse que pretende obstruir a pauta da Câmara Municipal caso o projeto siga para segunda votação. Ela argumentou que o projeto impede a distribuição de alimentos para a população em situação de rua, colocando obstáculos e burocracias que, na prática, acabam com a distribuição de comida.
Padre Julio Lancellotti, conhecido por ajudar moradores de rua em São Paulo, também se posicionou contra o projeto.
Posição da Prefeitura de São Paulo
A prefeitura informou que o Projeto de Lei segue em discussão na Câmara Municipal de São Paulo e será analisado pelo prefeito caso seja aprovado em segunda votação.
Atualmente, não existe a obrigação de TPU (Termo de Permissão de Uso) para entrega de alimentação às pessoas em situação de rua. A gestão municipal mantém dois programas de Segurança Alimentar que entregam refeições para a população vulnerável em todas as regiões da cidade.
Quer se tornar um profissional tributário? Então aprenda a ganhar dinheiro com o Curso de Recuperação do Simples Nacional, você começará do absoluto ZERO e dominará, na prática, todo o processo para identificar créditos de produtos monofásicos e solicitar restituições. Em apenas 3 dias, recupere o PIS e COFINS de até 60 meses e veja como é fácil transformar seu tempo em dinheiro. Não perca tempo, inscreva-se agora clicando aqui!
Reforma Tributária5 dias agoConheça as opções de tributação que a Reforma trouxe para as empresas do Simples Nacional
Contabilidade5 dias agoSenado simplifica regime tributário de profissionais liberais
Contabilidade4 dias agoComo a inteligência artificial está redefinindo a profissão contábil
Contabilidade4 dias agoO que configura crime fiscal e como manter a regularidade na sua empresa
Imposto de Renda3 dias agoEvite multas: veja as regras e novidades da Declaração do ITR 2026
Contabilidade4 dias agoECF: publicado o manual do leiaute 12 com novas tabelas dinâmicas
Simples Nacional4 dias agoComo abrir seu CNPJ em 2026 sem erro ou dor de cabeça
Contabilidade4 dias agoFGTS Digital ficará indisponível para manutenção


























Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.