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Como é a jornada de implantação da Governança Corporativa em empresas familiares

Autor: Leonardo Grandchamp

Publicado em

A governança corporativa (GC) é o sistema responsável por dirigir e controlar os negócios, levando em consideração os desejos das partes interessadas, sendo eles individuais, sociais ou econômicos.

A GC é composta por um conselho de administração em que os membros são nomeados pelos acionistas da organização.

Com mais de 35 anos no mundo corporativo e desde 2015 à frente da MORCONE Consultoria Empresarial, hoje trago um artigo sobre a real importância, para empresas familiares, de trilhar a jornada de implantação da governança corporativa.

Dentre os principais benefícios que uma empresa encontra ao trilhar a jornada de implantação da governança corporativa, estão o ganho de valor no mercado e, além disso, maior facilidade na captação de recursos para expandir as suas operações.

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Por muito tempo se falava na GC como prática apenas em empresas de grande porte, mas hoje, independentemente do porte, este é um instrumento fundamental.

Trilhando a jornada de implantação da Governança Corporativa

Basicamente a governança corporativa é responsável por atribuir regras à rotina do negócio, o que confere ao dia a dia mais agilidade, transparência e autonomia às atividades da empresa.

Em empresas familiares contar com a GC é essencial para uma maior fluidez na gestão deste modelo de negócio, preparação da sucessão, geração de valor da própria empresa e para a perenidade do negócio familiar.

Passo a passo, vou demonstrar três pontos que fazem parte da jornada de implantação da Governança Corporativa, para que entenda mais sobre esse ‘mapa de benefícios’ a ser trilhado.

Hierarquia clara

É comum em muitos negócios não existir uma clareza quanto à hierarquia. Colaboradores precisam saber claramente a quem devem responder.

Costuma haver grande confusão quando uma pessoa exerce mais de uma função em times de trabalho diferentes porque ao receber demandas de ambos o lados, tende a ter a sua capacidade de entrega comprometida.

Alguém precisa assumir a liderança direta para momentos de decisão em diversas situações que possam ocorrer na empresa.

Reuniões de acompanhamento de projetos e registros

Também faz parte da jornada de implantação da governança corporativa manter a prática da realização de reuniões entre sócios, Conselho Consultivo ou Conselho Administrativo.

Essas reuniões, com aspetos direcionados ao nível estratégico da organização, têm o intuito de acompanhar os projetos, repassar importantes diretrizes da organização e de elaborar planos de ação com base em metas e indicadores.

Essas reuniões também precisam ser registradas e arquivadas. Quando um novo investidor surgir, por exemplo, recorrerá a este arquivo para a avaliação do negócio desde o início.

Com essa realidade do trabalho remoto cada vez mais forte, esses registros podem ser mantidos em algum serviço de nuvem, o que garante a segurança das informações.

Formação de um Conselho Consultivo

O Conselho Consultivo é responsável por facilitar o compartilhamento de experiências e de sugestões para a gestão do negócio, reunindo profissionais com maior experiência e de diferentes perfis e visões, que já enfrentaram desafios semelhantes.

O conselho consultivo ajuda a gestão no processo de tomada de decisões e geralmente é composto de 3 a 5 pessoas de total confiança, aptas a serem acionadas em alguns momentos ao longo do ano (o que é definido pela governança do negócio).

Vale se atentar que o conselho consultivo não é o mesmo que conselho administrativo. Aliás, em breve, falarei mais sobre essa diferença!

A consolidação da Governança Corporativa em empresas inovadoras e que também pode ser adaptado a qualquer modelo de negócios se dá nos seguintes passos:

  • É estabelecido formalmente um conselho de administração e, se considera neste caso, a adoção de conselheiros independentes;
  • É avaliada a contratação de uma auditoria independente;
  • O relacionamento com investidores é aprimorado;
  • É promovida uma postura ética em toda a organização;
  • É criado um código de conduta e políticas de transações com as áreas de interesse, de contribuições e doações, de comunicação, de prevenção e de detecção de atos de natureza ilícita;
  • Processos essenciais de negócio são sistematizados e é criado um processo formal de revisão e aprovação das estratégias de médio e longo prazo;
  • É estruturado o processo de gerenciamento de riscos e incorporado ao planejamento estratégico;
  • Processos de revisão e aprimoramento da propriedade intelectual são criados;
  • Plano de sucessão para os principais postos da empresa também é criado.

Investindo na consolidação e expansão da empresa

Vale ressaltar que implantar a governança corporativa na organização vai além da adoção de regras, é um meio de consolidar a empresa no mercado e dar subsídios para a sua evolução.

A organização que conta com GC ganha em boa reputação, se torna mais fluida do ponto de vista da gestão como um todo e está apta a galgar novos degraus para a sua expansão em território nacional e internacional.

Não se trata de um modismo, embora muitas empresas ainda encarem desta forma, implantar a GC também representa uma mudança cultural e a decisão de não ser só mais uma empresa no mercado, mas um negócio que está pronto para fazer a diferença e impactar a sociedade na qual está inserido.

Quando a empresa não sabe por onde começar para ter uma governança corporativa, é recomendada a busca por um profissional experiente que ajude na jornada de implantação deste instrumento de controle e expansão tão necessário.

Sua empresa deseja trilhar essa jornada?

Por Carlos Moreira – Há mais de 35 anos atuando em diversas empresas nacionais e multinacionais como Manager, CEO (Diretor Presidente), CFO (Diretor Financeiro e Controladoria) e CCO (Diretor Comercial e de Marketing).

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