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Governança Corporativa: o que faz da transparência um dos pilares da ESG

A transparência é o fator que permite que as partes interessadas (stakeholders) e toda a sociedade possam avaliar as práticas e os alinhamentos éticos e sustentáveis de uma empresa

Autor: Mariana Freitas

Publicado em

No mundo corporativo, o comprometimento com as melhores práticas é fundamental para a sobrevivência nos negócios. Mais do que isso, a responsabilidade com a sustentabilidade, por exemplo, é um fator crucial para garantir um maior bem-estar para toda a sociedade. E, para que todas as empresas sigam um padrão, foi criado o ESG (Environmental, Social and Governance — Meio Ambiente, Social e Governança).

A sigla, traduzida do inglês, significa Meio Ambiente, Social e Governança e lança os pilares das práticas esperadas pelas empresas comprometidas em potencializar a sustentabilidade social, ambiental e financeira. Na prática, é o compromisso com a comunidade, com o uso de recursos e com uma administração mais transparente.

A transparência no ESG

A letra G é justamente a que está ligada ao pilar da transparência. A Governança, além de primar pela ética empresarial e pela responsabilidade social, é a que garante que todas as outras letras do ESG sejam postas em prática. É somente por meio dela que todas as atitudes corretas deixam de ser apenas projeções ou promessas.

Afinal, a transparência é que possibilita que os olhares se voltem para as práticas da empresa e saibam se, de fato, ela está cumprindo com o que propõe. E, caso o faça, isso gera mais confiança em parceiros, colaboradores, clientes e investidores. Logo, mais transparência significa mais confiabilidade.

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O resultado é o enraizamento de uma cultura de comunicação aberta, ética e também de compliance, que nada mais é que o agir de acordo com as regulamentações e códigos de conduta propostos e o respeito pelo cumprimento das leis e normas vigentes.

Como aplicar a Governança

Para tanto, alguns passos são importantes. Dentre eles, a instalação de comitês internos ou conselhos que contribuam e avaliem as decisões estratégicas da empresa. O envolvimento de todos os trabalhadores é essencial, independentemente do seu grau de hierarquia dentro da organização.

Estabelecer códigos de ética e de conduta, políticas internas e manuais de procedimento ajuda a atingir a meta da Governança. Além de expressarem os valores da empresa, são elementos norteadores para colaboradores, investidores, fornecedores e quem mais esteja envolvido com os processos, além de servirem como um alicerce ético.

A avaliação constante também é bastante importante. Para isso, a realização de auditorias ou consultorias para avaliar e validar a empresa é o meio mais interessante, principalmente quando realizadas por órgãos independentes. Isso aumenta a confiabilidade da empresa, sobretudo nas questões financeiras.

Eficácia do ESG contra a prática de crimes

Dentro deste âmbito, a prevenção à lavagem de dinheiro é um dos fatores mais importantes à boa Governança Corporativa. Um ESG bem aplicado é uma medida contra esse crime, uma vez que ele pode vir mascarado sob o pretexto de práticas sustentáveis mas que, na realidade, são frutos de violações ambientais, por exemplo.

Logo, transparência, comunicação e auditabilidade são ferramentas que auxiliam até mesmo na prevenção de delitos. Aplicar o ESG é, portanto, de grande valia para a sociedade como um todo, não apenas para a empresa dentro do âmbito do mercado. Por isso, adequar-se tem se tornado cada vez mais essencial.

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