Carreira
Cuidado com a síndrome do não vale a pena na carreira

É fato que toda a nossa vida é norteada pela tomada de decisões. Desde o horário que levantamos a quantas horas vamos dedicar para o nosso trabalho envolvem foco e planejamento prévio. O problema nessa afirmação está quando ligamos o “piloto automático” e não pensamos mais nessas micro decisões diárias. As consequências são várias: falta de criatividade, pouco aprendizado de informações diferentes e principalmente a ausência de oportunidades na vida profissional.
Isso acontece porque quando a carreira nos tira do trilho, ou seja do comum, faz com que tenhamos que nos “mexer” e o ser humano é programado para o conhecido. Mas não é no conhecido que vem as surpresas. Dito isso, que parece óbvio, quantos de nós já deixamos uma oportunidade única escapar por achar que não valeria à pena?
Algumas situações que acontecem:
– Quando o gestor lhe dá atividades além do teu trabalho;
– Quando o teu colega, par de profissão, oferece uma outra forma de fazer as atividades rotineiras e ignoramos;
– Quando o aumento salarial é pequeno e declinamos a promoção.
Escutar os demais pode ser a chave para o seu sucesso profissional e na vida
É claro, que muitas dessas situações acima, você pode ter acertado em não aceitar, mas o alerta desse artigo é –CUIDADO com a síndrome do não vale a pena – com a era tecnológica que estamos, 90% das profissões já estão sendo impactadas pela tecnologia, é importante avaliar antes de declinar as propostas e do que pode ser “diferente” na sua carreira.
Para se ter uma ideia, a consultoria KornFerry, publicou que 70% das nossas habilidades empregatícias acontecem na prática, 20% por Mentoring e 10% por cursos. Ou seja, é no ofício que ficamos expert, assim sendo avalie as propostas antes de declinar. Vale conversar com os amigos, conhecidos, pessoas que já atuaram eou trabalham no local, e etc.
Quando analisamos bem uma proposta antes de negar mostramos inteligência emocional. Esse é o pilar mais importante na contratação e promoção dos funcionários. A parte técnica é um diferencial, mas a comportamental é o campeã no critério de desempate para promoção de funcionários e contratações para novos postos.
O primeiro passo para reconhecer se você está no piloto automático é perceber o quanto você escuta as demais pessoas. Crescemos e mudamos na troca com o outro e principalmente quando ouvimos a vivência do outro. A síndrome do não vale a pena envolve também o contato com os pares e outras pessoas além do vínculo de trabalho. Muitos funcionários se aproximam dos colegas parecidos com eles e ignoram a troca com outros. Lembre-se que a criatividade nasce da conexão de duas coisasrealidades disformes e não iguais.
Outra palavra e atitude difícil de ser praticada, principalmente com a era do tudo é para agora que as novas tecnologias impõe, a paciência é primordial para combater essa síndrome. Potenciais oportunidades que aparecerem devem ser encaradas como um processo para se chegar a um objeto final e isso requer praticar a resiliência.
Uma boa dica para vencer esse paradigma é conversar com pessoas com objetivos profissionais similares aos seus. Entender qual a trajetória delas e como chegaram na funçãocargo que estão. Ler histórias de pessoas contando como fizeram para conquistar o planejamento profissionais delas, ajuda também. Na Minds Idiomas, para se ter ideia, cerca de 15% dos funcionários viraram donos das escolas. E isso envolve muito trabalho e foco. Esses colaboradores aceitaram “arregaçar as mangas” e têm o resultado disso, mas é importante frisar que nada aconteceu da noite para o dia. Resiliência, foco e acreditar na educação os fizeram de funcionários a donos do negócio!
Leiza Oliveira, especialista em carreiras e já aconselhou mais de 10.000 alunos sobre profissões da rede Minds Idiomas
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