Connect with us

Economia

Entenda como empresas realizam proteções da volatilidade das moedas estrangeiras

Autor: Leonardo Grandchamp

Publicado em

Desde o ano de 1999 o Brasil adotou o chamado tripé econômico, sendo que uma das bases deste tripé consiste no câmbio flutuante.

Em poucas palavras, o câmbio flutuante é um regime cambial caracterizado pela liberdade das cotações que são constantemente atualizadas de acordo com as variações da oferta e demanda de moeda no mercado.

Sendo assim, quanto maior for a procura de uma moeda e menor a sua oferta, maior será o seu preço, ou sua valorização, já se a oferta for maior que a procura, menor será seu preço e mais desvalorizada será sua cotação.

Partindo desse princípio, na prática, quanto mais dólares entram no país mais valorizado o real se torna e quanto menos dólares entram, mais desvalorizado ele fica. Logo, como não há interferência governamental no câmbio há uma certa volatilidade na cotação da moeda.

⚠️ ACESSO EXCLUSIVO
Você está perdendo conteúdos exclusivos
Acesso sem anúncios + conteúdos especiais e privados.
R$4,90
Teste por 30 dias • depois R$9,90/mês
LIBERAR MEU ACESSO AGORA
✔ Cancelamento fácil • Sem compromisso

Por isso, empresas exportadoras, importadoras bem como investidores com ativos no exterior precisam criar uma proteção contra a volatilidade do câmbio, e é aí que entre o Hedge cambial.

O que é o Hedge Cambial?

Hedge cambial é um conjunto de instrumentos financeiros, que são utilizados para diminuir o risco de operações que envolvem duas ou mais moedas diferentes.

O risco acontece em virtude da flutuação do câmbio. Logo, se há uma procura muito grande por dólar em um curto período de tempo, o real se desvaloriza abruptamente, e sem que haja uma intervenção do BC, alguns contratos cambiais podem ser afetados, prejudicando assim empresas que operam com duas ou mais moedas.

Quando isso acontece, a volatilidade da moeda pode simplesmente esmagar todos os retornos financeiros que um empreendimento até então lucrativo poderia proporcionar.

Por isso, empresas que estão mais expostas à variação cambial precisam abrir mão de instrumentos derivativos para realizar o hedge cambial como o swap e diminuir ou até mesmo dizimar esses riscos.

Entendendo como a volatilidade do câmbio prejudica uma empresa

Para entender como a volatilidade cambial atrapalha uma empresa, é necessário acima de tudo criar um exemplo prático para facilitar a compreensão.

Vamos imaginar um exemplo de uma empresa exportadora de soja. Essa empresa realizou uma exportação no valor bruto de US$ 10 milhões em sacas deste produto. Contudo, o prazo para pagamento é de 90 dias.

Consideremos que no dia da realização dessa exportação a cotação do real frente ao dólar seja de R$ 4,00 para US$ 1,00. Logo a receita bruta estipulada seria de R$ 40 milhões. Imaginemos também que o custo dessa produção seja de R$ 30 milhões, sobrando R$ 10 milhões líquidos para o produtor.

Passados 3 meses, nesse exemplo hipotético, houve um grande aumento na oferta de dólar e uma diminuição na sua procura fazendo com que a cotação despencasse. O novo câmbio portanto passou a ser R$ 2,50 para US$ 1,00.

Desse modo, no dia do recebimento, o produtor somente recebeu R$ 25 milhões, considerando um custo de R$ 30 milhões, a operação antes lucrativa acabou dando um prejuízo de R$ 5 milhões por conta da volatilidade do câmbio.

A aplicação do Hedge cambial como forma de proteção

Ficou claro que a volatilidade do câmbio pode, portanto, prejudicar a exportação de uma empresa. Por essa razão é necessário adotar algumas ferramentas de Hedge que auxiliam na estratégia de proteção cambial como:

  • Fundo cambial – Nessa modalidade de Hedge, a empresa ou investidor coloca seus recursos em um fundo, acompanhando a cotação do mercado em tempo real;
  • Contrato a termo de moeda – Aqui é criado um contrato onde é fixado um preço de cotação para que o valor de recebimento de uma venda seja previsto pela empresa;
  • Mercado futuro – As negociações são feitas através da bolsa de valores, onde o investidor acompanha as variações de preço em tempo real;
  • Compra e venda – Estipula o câmbio atual para uma determinada compra e venda futura. Em outras palavras é como se o câmbio fosse congelado, favorecendo a negociação.

Sendo assim, tanto para investidores com concentração em ativos internacionais nos mercados de capitais quanto para empresas exportadoras e importadoras, o uso do Hedge é extremamente essencial em economias que adotam o câmbio flutuante

DICA EXTRA  DO JORNAL CONTÁBIL : MEI saiba tudo o que é preciso para gerenciar seu próprio negócio.  Se você buscar iniciar como MEI de maneira correta, estar legalizado e em dia com o governo, além de fazer tudo o que é necessário para o desenvolvimento da sua empresa, nós podemos ajudar. Já imaginou economizar de R$ 50 a R$ 300 todos os meses com contador e ainda ter a certeza que está fazendo suas declarações e obrigações de forma correta. E o melhor é que você pode aprender tudo isso em apenas um final de semana. Uma alternativa rápida e eficaz é o curso MEI na prática. Trata-se de um curso rápido, porém completo e detalhado com tudo que um MEI precisa saber para ser autônomo e nunca mais passar por dificuldades ao gerir o seu negócio. Quer saber mais? Clique aqui e mantenha sua empresa MEI em dia!

Mais lidas