Reforma Tributária
Reforma tributária muda o cálculo do Simples Nacional e acende alerta para pequenas empresas
Novo conceito de “receita bruta” inclui taxas, juros e receitas acessórias, exigindo atenção dos escritórios de contabilidade

Uma mudança importante na lei dos impostos, que já está valendo desde o ano passado, tem exigido muita atenção dos donos de negócios e dos escritórios contábeis. O governo mudou o que considera como “receita bruta” da empresa.
Para quem está no Simples Nacional, isso muda direto a forma de calcular os impostos e pode até tirar o negócio desse regime facilitado. Até setembro de 2025, para saber se a empresa estava dentro do limite do Simples, bastava somar o faturamento direto, ou seja, o valor das notas fiscais que você emitia pelas vendas ou serviços.
Agora, a nova regra manda somar qualquer dinheiro que entre e que tenha ligação com a atividade principal do negócio.
Por que o novo cálculo mexe no seu bolso?
Essa mudança é muito séria porque a receita bruta é a base usada para duas coisas: calcular o valor do imposto que você paga todo mês na guia única (o DAS) e definir em qual faixa de tributação a sua empresa se enquadra.
Como o Simples funciona em um sistema de subida (quanto mais a empresa fatura, maior é a porcentagem de imposto cobrada), qualquer aumento na receita bruta faz o imposto subir.
Os novos limites e o risco de exclusão
Atualmente, o limite máximo de faturamento para uma empresa continuar no Simples Nacional é de R$ 4,8 milhões por ano. Se o seu negócio passar desse valor em até 20% (chegando a no máximo R$ 5,760 milhões), a mudança obrigatória para outro regime de impostos, mais caro, só acontece no ano seguinte.
Porém, se passar disso, a exclusão do Simples é imediata. É por isso que os escritórios de contabilidade estão correndo para orientar os clientes, já que esquecer de somar esses novos valores pode fazer a empresa ser expulsa do Simples de surpresa.
Leia também:
- Fibromialgia dá direito a benefício do INSS? Conheça os requisitos e saiba como comprovar
- Risco do salário “por fora”: prática ilegal traz prejuízos a curto e longo prazo
- INSS confirma abono extra do 13º para aposentados e pensionistas
- Novo lote do PIS/Pasep é liberado nesta quarta. Veja regras e calendário
- Prorrogado prazo de cadastro obrigatório no NovoPAT
O que você precisa começar a somar na receita?
Na prática, pequenos valores e entradas que antes ficavam de fora agora entram na conta oficial. A lista inclui gorjetas, valores recebidos por direitos de marca (royalties), patrocínios e até o juro cobrado quando você vende parcelado para o cliente.
Os contadores alertam: se a sua empresa embutir o custo do parcelamento no preço final do produto, esse valor a mais vai contar como receita bruta. O mesmo vale para os juros que você cobra de clientes que pagaram contas em atraso, porque esse dinheiro veio de uma venda que sua empresa fez.
Como a mudança afeta cada tipo de negócio
O impacto muda bastante dependendo do que a sua empresa faz, o que exige que os escritórios contábeis façam uma verdadeira varredura nas contas dos clientes:
- Empresas de consultoria: agora precisam somar no faturamento as taxas de viagem, reembolsos de visitas técnicas e valores recebidos pelo uso de suas metodologias.
- Empresas de tecnologia: devem incluir no cálculo os valores de suporte técnico cobrado à parte, aluguel de servidores e até o dinheiro da venda de computadores e equipamentos velhos (sucata).
- Escritórios de advocacia: precisam obrigatoriamente colocar na conta os chamados “honorários de sucumbência”, que é aquele valor que o advogado do lado vencedor recebe de quem perdeu o processo na Justiça.
Importância de agir rápido
Diante de um cenário em que qualquer nova entrada de dinheiro pode mudar o valor dos impostos, o planejamento virou palavra de ordem para a sobrevivência dos pequenos negócios. A antiga estratégia de olhar apenas para o valor total das notas fiscais emitidas não funciona mais e pode custar caro.
Para evitar surpresas desagradáveis — como um aumento repentino na cobrança ou até a exclusão automática do Simples Nacional —, os empreendedores devem trabalhar em total parceria com seus escritórios de contabilidade.
Revisar os contratos, organizar o fluxo de caixa e adaptar o controle financeiro às novas regras são os caminhos necessários para garantir a saúde e a regularidade da empresa.
Reforma Tributária5 dias agoConheça as opções de tributação que a Reforma trouxe para as empresas do Simples Nacional
Contabilidade5 dias agoSenado simplifica regime tributário de profissionais liberais
Contabilidade4 dias agoComo a inteligência artificial está redefinindo a profissão contábil
Contabilidade4 dias agoO que configura crime fiscal e como manter a regularidade na sua empresa
Imposto de Renda3 dias agoEvite multas: veja as regras e novidades da Declaração do ITR 2026
Contabilidade4 dias agoECF: publicado o manual do leiaute 12 com novas tabelas dinâmicas
Simples Nacional4 dias agoComo abrir seu CNPJ em 2026 sem erro ou dor de cabeça
Contabilidade4 dias agoFGTS Digital ficará indisponível para manutenção




























Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.