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Governo vai liberar R$ 14 bilhões de FGTS para os trabalhadores; veja quando receber

Autor: loureiro

Publicado em

As recentes propostas de alterações nas normas do saque-aniversário do FGTS, feitas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, prometem corrigir desequilíbrios históricos e gerar significativos efeitos econômicos. Estima-se que essas mudanças possam liberar cerca de R$ 14 bilhões no mercado, um montante que não apenas circula na economia, mas também serve de alívio financeiro para trabalhadores desligados.

A ideia é retroagir os benefícios à criação do saque-aniversário em 2020, permitindo que aqueles que foram demitidos desde então acessem o saldo completo em suas contas do FGTS, e não apenas a multa rescisória. Essa mudança busca corrigir uma falha que, até agora, penalizava trabalhadores que optavam por retirar uma parte de seus fundos anualmente, deixando-os sem acesso ao montante total depositado em caso de demissão sem justa causa.

O objetivo dessa revisão é duplo: garantir mais direitos ao trabalhador e, simultaneamente, injetar uma quantia expressiva na economia, que poderá ter diversos efeitos multiplicadores. Este artigo discutirá em detalhes as ramificações dessas mudanças tanto para o indivíduo quanto para o cenário econômico do país.

Saque-aniversário fragilizou o FGTS

O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, tem expressado constantes preocupações em relação ao saque-aniversário do FGTS. Segundo ele, essa opção de retirada debilita o fundo, chegando a questionar sua constitucionalidade por restringir direitos do trabalhador. Ele defende que aqueles que escolhem essa modalidade ainda devam ter acesso integral ao saldo do FGTS caso sejam demitidos.

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“O enfraquecimento do fundo repercute nos investimentos, incluindo subsídios para programas habitacionais como o Minha Casa Minha Vida,” afirmou Marinho.

Recentemente, o ministro encaminhou suas recomendações à Casa Civil. A expectativa é que, em breve, sua proposta seja avaliada por outros ministros e pelo Presidente. Somente após esse processo é que a matéria seguirá para o Congresso Nacional, que tem a prerrogativa de alterar a legislação. O ministro está otimista quanto à receptividade de suas ideias pelos parlamentares.

Ao assumir o ministério, Marinho prometia extinguir o saque-aniversário, mas a magnitude do engajamento nessa modalidade o fez reconsiderar. No começo do ano, o FGTS registrou que 28 milhões de trabalhadores optaram pelo saque-aniversário, totalizando retiradas de R$ 33 bilhões. Até agosto, segundo a Caixa Econômica Federal, esse número saltou para 32,7 milhões de trabalhadores, com R$ 111,4 bilhões usados em financiamentos.

Um dos pontos-chave do projeto de lei atualmente na Casa Civil envolve a quitação de débitos por trabalhadores demitidos que usaram o FGTS como garantia para financiamentos. O saldo resgatado seria usado para saldar as dívidas antes de qualquer saque adicional pelo trabalhador.

Além disso, Marinho sugere uma medida preventiva: após o saque integral em casos de demissão, o trabalhador não poderia readerir à opção de saque-aniversário. Tal iniciativa visa evitar a drenagem constante do fundo.

O cenário aponta para debates intensos e decisões importantes que afetarão tanto a economia quanto os direitos dos trabalhadores no país.

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Como funciona o saque-aniversário do FGTS

Criado pela Lei 13.932/19, o Saque-Aniversário do FGTS oferece ao trabalhador a possibilidade de retirar uma parcela do saldo de sua conta do FGTS todo ano, no mês em que completa mais um ano de vida.

É importante frisar que a escolha por essa modalidade é facultativa. Caso o trabalhador decida não aderir, ele se mantém automaticamente na opção padrão, conhecida como Saque-Rescisão. A Caixa Econômica Federal destaca que cada modalidade tem suas especificidades e é crucial entender ambas antes de fazer uma escolha:

Saque-Rescisão: É a opção padrão e permite que, em caso de demissão sem justa causa, o trabalhador retire todo o saldo disponível em sua conta do FGTS, incluindo a multa rescisória, se aplicável.

Saque-Aniversário: Esta é uma alternativa onde o trabalhador pode, uma vez por ano no mês de seu aniversário, retirar uma parte do seu saldo do FGTS. Contudo, se ele for demitido, terá direito apenas ao valor correspondente à multa rescisória e não ao saldo total da conta.

Se o trabalhador escolher o Saque-Aniversário e posteriormente decidir voltar à modalidade Saque-Rescisão, ele pode fazer essa mudança através do aplicativo do FGTS. No entanto, a alteração só será efetiva a partir do primeiro dia do 25º mês após a solicitação da mudança, conforme estabelecido pela Lei 8.036/90.

É crucial entender que a escolha de uma modalidade de saque se estende a todos os contratos de trabalho vigentes e futuros do trabalhador. Ou seja, se um novo contrato for firmado enquanto o trabalhador estiver na opção de Saque-Aniversário, essa escolha será aplicada até que o trabalhador peça para mudar e cumpra o período de carência necessário.

Do mesmo modo, caso seja demitido durante o período de Saque-Aniversário, o trabalhador receberá somente a multa rescisória, mesmo se optar por retornar ao Saque-Rescisão após o período de carência.

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