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Graduação nos Estados Unidos não é sinônimo de moradia permanente!
Os Estados Unidos é o principal destino de estrangeiros que querem realizar intercâmbios ou até mesmo se especializar em algum setor da indústria, seja através de cursos ou do próprio sistema de educação americano. Isso pode ser realizado com um visto de permissão estudantil, entretanto muitos estudantes passam a criar a expectativa de viver no país após a conclusão de suas especializações.
Para Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados e sócio do LeeToledo PLLC, escritório de advocacia internacional com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, existe um longo caminho a ser percorrido antes de conseguir uma permissão de moradia permanente no país. “Ao finalizar o curso é possível pedir uma autorização temporária, que permite trabalhar na sua área de atuação por um período limitado do dia, ganhando um salário também limitado para que você possa adquirir experiência”, pontua.
De acordo com o especialista em Direito Internacional, é preciso ter cautela ao aceitar qualquer oportunidade de emprego para viver no país. “Muitos oferecem e até vendem vagas de empregos nos EUA, que é uma prática ilegal. A finalidade é fazer com que imigrantes acreditem que irão conseguir um Green Card, possibilitando a residência permanente no país. No entanto, na maioria dos casos, isso não acontece”, lamenta.
Para o advogado, os trabalhadores têm grandes possibilidades de conseguir uma autorização de moradia definitiva caso mostrem eficiência e profissionalismo durante o período de autorização temporária. “Pode ser que o empregado goste do trabalho e queira manter o profissional atuando na empresa. Nesse caso, pode ser oferecido um outro tipo de contrato, que eventualmente forneça a oportunidade de um visto de trabalho e até mesmo um Green Card”, relata.
No entanto, Toledo alerta que imigrantes não devem acreditar que, ao se especializar em uma área de atuação dentro dos Estados Unidos, poderão trabalhar e viver tranquilamente no país. “Não se deve, jamais, vincular a conclusão de estudos com a moradia no país. Isso pode acarretar em diversos problemas relacionados às leis imigratórias americanas, inclusive deportação”, finaliza.
Por Daniel Toledo, advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC.
O escritório Toledo e Advogados Associados é especializado em direito internacional, imigração, investimentos e negócios internacionais.
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