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IBGE: PIB Brasileiro cresce 0,9% no 2º Trimestre de 2023
O Produto Interno Bruto (PIB) do país experimentou um aumento de 0,9% no segundo trimestre de 2023 em comparação com o primeiro trimestre.
Em termos monetários, atingiu a marca de R$ 2,65 trilhões. Quando comparado com o segundo trimestre de 2022, o crescimento foi de 3,4%.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 1º de setembro de 2023.
Crescimento
No primeiro semestre, o crescimento acumulado atingiu 3,7%. De acordo com o instituto ligado ao Ministério do Planejamento e Orçamento, o aumento na indústria (0,9%) e no setor de serviços (0,6%) foram fatores que contribuíram para esse resultado positivo. Por outro lado, o setor agropecuário registrou uma queda de 0,9%.
As projeções do mercado financeiro, indicavam um crescimento de apenas 0,3% para o país no período em relação ao primeiro trimestre de 2023, quando a atividade econômica havia crescido 1,9%.
Em 19 de julho, o Ministério da Fazenda também previu um aumento de 0,3% para o segundo trimestre. Portanto, o crescimento real superou as expectativas.
A prévia do PIB, medida pelo IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central, apontava para um aumento de 0,43% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior.
Enquanto isso, o Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV), estimava um avanço de 0,2% na atividade econômica brasileira durante o mesmo período.
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PIB 2023
Para o ano de 2023, a projeção da equipe econômica do governo Lula inicialmente era de um crescimento de 2,5% para o Produto Interno Bruto (PIB).
No entanto, de acordo com o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) apresentado ao Congresso em 31 de agosto, a nova estimativa foi revisada para 2,3%.
Por sua vez, o mercado financeiro prevê um crescimento de 2,31% do PIB em 2023, conforme indicado no Boletim Focus do Banco Central.
Segundo o IBGE, no segundo trimestre de 2023, a taxa de investimento ficou em 17,2%, abaixo do valor registrado no mesmo período do ano anterior, que foi de 18,3%.
A taxa de poupança também apresentou uma queda, passando de 18,4% para 16,9%. No que diz respeito ao setor industrial, o maior crescimento foi observado nas indústrias extrativas (1,8%), construção (0,7%) e atividades relacionadas à eletricidade e gás (0,4%).
No setor de serviços, os destaques positivos foram os avanços nos segmentos de transporte, armazenagem e correio (1,2%), intermediação financeira e seguros (1,2%), além de administração, saúde e educação pública (0,5%).
No que se refere aos gastos, o consumo das famílias cresceu 0,9%, assim como a despesa de consumo do governo, que aumentou 0,7%.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) permaneceu praticamente estável, com um aumento de apenas 0,1%. As exportações de bens e serviços registraram um aumento de 2,9% em relação ao trimestre anterior, enquanto as importações cresceram 4,5%.
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