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Logística reversa: Saiba como aplica-la no seu negócio!
A logística reversa tem ganhando destaque em ações recentes dos poderes públicos. Trata-se de um procedimento em que produtos pós-consumo ou suas embalagens retornam ao seu distribuidor ou fabricante para fins de tratamento adequado, desmanche, reuso ou reciclagem;
Desde 2010, ocasião da sanção da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305), a logística reversa se tornou uma medida obrigatória para alguns segmentos industriais, (como fabricantes de pneus e lâmpadas fluorescentes, agrotóxicos, pilhas e componentes eletrônicos), com o objetivo de estimular o compartilhamento das responsabilidades impactos ambientais causados em toda a cadeia de consumo.
Para isso, fabricantes,cidadãos e poderes públicos têm papéis específicos para a devolução e tratamento desses resíduos.
Um marco para novas políticas públicas neste cenário foi a assinatura do Acordo Setorial De Logística Reversa de Eletrônicos, realizada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) ainda no final de 2019.
Já em 2020, com a sanção do Novo Marco do Saneamento pelo Governo Federal, uma série de avanços e projetos de lei acerca da logística reversa em todo surgem em todo território nacional.
O MMA realizou consultas públicas para aperfeiçoar o Termo de Compromisso para sistemas de logística reversa de latas de alumínio utilizadas no envase de bebidas.
“Além de estabelecer ações positivas de responsabilidade ambiental e um compromisso social, a logística reversa também tem um potencial ecônomo amplo e variado para ser explorado no Brasil”, explica Guilherme Gusman, sócio da VG Resíduos, startup mineira especializada em tecnologias para o gerenciamento de resíduos em empresas.

Segundo o estudo Brasil pós-covid-19, realizado por técnicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), atividades de reciclagem de carcaças automotivas em desuso podem movimentar, em dois anos, até R$ 40 bilhões na economia brasileira.
Como as empresas podem avançar na logística reversa?
Além de colocar a empresa em patamar de regularidade junto às leis ambientais vigentes para seu segmento, adotar a logística reversa traz benefício à imagem e as operações das empresas.
Além do reconhecimento pela adoção de medidas sustentáveis práticas e efetivas para a conservação do meio ambiente, a logística reversa é um investimento rentável para as empresas.
“Ao incorporar parte de seus resíduos sólidos de volta ao ciclo produtivo, as empresas podem tratá-los internamente e reaproveitá-los como novas matérias-primas ou comercializar esses materiais no mercado de reciclagem” explica Gusman.
Para isso, uma empresa que deseja implementar a logística reversa de produtos pós-consumo em suas operações precisa ter um processo de gerenciamento de resíduos sólidos eficiente e maduro.
Da mesma forma que os resíduos gerados na produção precisam passar por etapas de identificação, segregação e transporte e destinação, o mesmo acontece com os produtos descartados devolvidos à empresa, mas em caminho inverso.
Além de elaborar um sistema de coleta e transporte seguro dos seus resíduos que retornam à fábrica, a empresa deve adequar o tratamento destes materiais e sua ambientação através da triagem adequada desses materiais, processamento seguro e qualificação dos resíduos para sua reutilização ou revenda a tratadores especializados.
Todo este esquema deve ser projetado e administrado de acordo com a categoria do resíduo recolhido e respeitando as normas técnicas, ambientais e de segurança para seu manejo.
Esse tipo de ação (assim como o espaço físico necessário), deve ser elaborado por um especialista, seja ele um técnico, engenheiro ou uma assessoria especializada em gerenciamento de resíduos sólidos.
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