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Seguro desemprego: Governo quer melhorar a qualificação profissional

Autor: Leonardo Grandchamp

Publicado em

Órgãos do governo federal quer usar recursos disponíveis do seguro-desemprego para melhorar a mão de obra de brasileiros desempregados para que eles tenham boas colocações no mercado. A iniciativa reduziria o gasto social e ainda melhoraria a produtividade das empresas.

De acordo com o secretário especial de Produtividade, Competitividade e Emprego, Carlos da Costa, a ideia é que, ao garantir a empregabilidade dos desempregados, são economizados recursos que poderão ser utilizados para financiar os treinamentos. 

“O programa pode ser autofinanciável. Vamos criar um mecanismo de financiamento sem onerar ainda mais o governo”, informou Costa.

Os planos da pasta é implementar a medida já para os beneficiários do seguro desemprego em 2020.

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Também está em estudo permitir que empresas contratadas lancem títulos em mercado para financiar os cursos, com lastro nos pagamentos que receberão do governo após a conclusão e comprovação de que os treinados foram empregados. Esse modelo é utilizado em outros países, como Reino Unido, Estados Unidos, Israel e Bélgica.

“Em outras nações, empresas de treinamento lançam papéis que diluem o risco do negócio. Essa é a nossa ideia de longo prazo no Brasil, para quando o programa tiver um impacto maior”, afirmou o secretário.

O chamado Contrato de Impacto Social, que será lançado nesta sexta, é um dos pilares do programa Emprega +, que terá ainda um sistema de vouchers para acesso a treinamento com recursos do Sistema S. A ideia, no segundo caso, é ligar a oferta à demanda pelos cursos.

As empresas deverão cadastrar junto às entidades do Sistema (como Sesi e Senai) os cursos que têm necessidade para seus profissionais. O sistema então liberará um voucher para a instituição acessar o curso, ou seja, só serão ofertados treinamentos com base na demanda.

Essa etapa deverá ser anunciada no início de novembro, junto com outras medidas para o emprego.

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