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Um estudo revela que 63% dos apostadores online no Brasil tiveram parte de sua renda comprometida com apostas.

As aparentemente inocentes apostas esportivas online podem ter consequências bastante profundas. É o que aponta o estudo “Efeito das apostas esportivas no varejo brasileiro”, realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) e pela AGP Pesquisas, segundo o qual 38% dos entrevistados já realizaram apostas online, sendo que mais de 50% deles o fazem ao menos semanalmente. Mais ainda: neste ano de 2024, 49% dos entrevistados que apostam aumentaram a quantidade de bets realizadas nos últimos meses, contra 35% que diminuíram (principalmente devido ao medo do vício). Esse aumento na realização de apostas esportivas online pode ter um efeito negativo sobre o consumo, uma vez que 64% utilizam a renda principal para apostar. Esse efeito parece já estar acontecendo. De acordo com dados do estudo, 63% dos entrevistados já se prejudicaram pelo menos uma vez com o uso da renda principal para realizar apostas, sendo que 24% afirmam ter problemas com certa frequência e 3%, sempre. As categorias mais prejudicadas até o momento têm sido vestuário (23%), itens de mercado (19%) e viagens (19%), embora os efeitos negativos das apostas esportivas online também apareçam até mesmo no pagamento de contas de água, luz e gás (11%). O impacto é mais pronunciado nas classes C (54% dos apostadores) e B (33%). “É um público que experimenta restrições de renda e, movidos pelo desejo de uma renda extra aparentemente fácil de obter, arriscam a sorte”, afirma Terra. “O objetivo com o Estudo das apostas online no Brasil foi avaliar o efeito desta nova indústria no Brasil, na renda e no consumo dos brasileiros e portanto no chamado share of pocket de um consumidor que tem uma única renda. Precisamos acompanhar e monitorar o crescimento de concorrentes indiretos pelo bolso do consumidor em uma economia dinâmica, que traz cada vez mais desafios.” Explica Eduardo Terra, Presidente da SBVC. O estudo “Efeito das apostas esportivas no varejo brasileiro” ouviu 1.337 consumidores de todas as regiões do país, em um painel online quantitativo com um perfil amostral que representa a demografia da população brasileira. | |
A íntegra do estudo está disponível no site da SBVC: | |
Sobre a SBVC - Fundada em 2014, a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) é uma organização sem fins lucrativos aberta, multissetorial e com atuação complementar às demais entidades de classe do varejo. Sua missão é contribuir para o aumento da competitividade do varejo, por meio de conteúdos e estudos de mercado, promovendo networking entre executivos do varejo de todos os segmentos. A entidade tem como objetivo defender os interesses do segmento e promover ações sociais. A SBVC é sustentada por quatro pilares fundamentais: conteúdo, relacionamento, responsabilidade social e apoio técnico. Acesse: www.sbvc.com.br |
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