Internacional
Visto americano: Viajar para os Estados Unidos exige alguns cuidados que não podem ser negligenciados

Viajar para os Estados Unidos exige alguns cuidados que não podem ser negligenciados. A falta de planejamento, organização e documentação podem implicar em problemas durante a estadia no país.
Muitas pessoas acreditam que por ter dado certo para algum conhecido, esse tipo de situação pode se repetir sem qualquer impedimento, mas realizar essas ações dentro dos meios legais é essencial.
Um exemplo desse inconveniente ocorreu há alguns meses com uma família que tentou entrar em Orlando, na Flórida, após uma breve quarentena de 14 dias no México (o país ainda tem abertura dos EUA para imigração e turismo), mas foram barrados ainda no aeroporto.
Na ocasião, o casal e suas duas filhas tiveram seus celulares confiscados para análise e, entre perguntas e espera, passaram ao menos nove horas no local e então foram informados sobre a deportação e o banimento, que além do cancelamento do visto, impede novas tentativas pelos próximos cinco anos.
Com essas informações em mãos decidimos averiguar as razões pelas quais a família foi mandada de volta ao Brasil e tivessem os vistos banidos, além da suspeita dos agentes de imigração do aeroporto.

Para isso, é necessário solicitar o FOIL juntamente ao consulado e aguardar o retorno. Em alguns casos é possível até mesmo explicar o que estava acontecendo e reverter a situação, considerando que muitas vezes há poucas suspeitas para implicar no banimento por um longo período.
No entanto, para entender o ocorrido é necessário voltar um pouco na história. A participação de um “profissional” apresentado como advogado, informou ao cliente que era possível fazer todo o processo de regularização do visto após a chegada nos EUA, o que não é verdade.
Todas essas informações estão presentes também nos documentos anexados no caso, além de prints de mensagens enviadas em diversos grupos onde os pais e o advogado em questão estavam discutindo as maneiras de entrar no país.
Nas imagens o “especialista” os orienta a entrar nos EUA com o visto de turismo após a quarentena em um país permitido.
Outras conversas registradas no processo são com um corretor de imóveis, em que o pai relata o desejo de alugar uma casa próxima a escola onde as filhas iriam estudar e também em grupos explicando como realizar o procedimento da matrícula escolar.
Observando esses fatores, não existe qualquer possibilidade de auxiliar esse casal, visto que a imigração e o consulado já têm em mãos tudo o que precisam não somente para a punição de cinco anos, como até mesmo a extensão do banimento, uma vez que essas evidências estão registradas.
É importante ressaltar que nem sempre o caminho mais fácil é favorável. É fundamental se planejar e estruturar a viagem com cautela para evitar o risco de banimento que impede uma nova tentativa, além dos seis meses após a negativa consular.
Procure as informações sobre vistos diretamente com a imigração ou com profissionais sérios que podem ajudar no processo do seu visto.
Por Daniel Toledo é advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em direito Internacional, consultor de negócios internacionais e palestrante.
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