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FIDC são a saída das empresas que buscam crédito

A inadimplência das micro e pequenas empresas no Brasil nunca foi tão elevada: elas têm hoje mais de R$ 5 milhões em dívidas em atraso. Nesse cenário, ao qual se agrega uma liquidez cada vez mais apertada e menos linhas de crédito bancárias, obter capital de giro ficou muito difícil.
A alternativa das empresas industriais – e cada vez mais das varejistas também – tem sido os FIDC multicedentes multissacados, de forma que elas obtêm crédito com base em seus recebíveis. Tanto é assim que o presidente da ANFIDC (Associação Nacional dos Participantes em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios Multicedentes e Multissacados) projeta crescimento anual de 20% para o setor, cujo patrimônio líquido era de R$ 16 bilhões em agosto. Segundo Paulo Schonenberg, no 3º Encontro Nacional da ANFIDC, “o destaque ainda fica com a indústria, especialmente as de metalurgia, alimentos e química. Em várias situações, as empresas conseguem taxas melhores do que as praticadas atualmente no mercado, enquanto os investidores qualificados que investem nos FIDC têm tido retornos entre 130% e 150% do CDI”.
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