Imposto de Renda
Senado aprova projeto que permite atualização de valor de imóvel no IR
Atualmente, não existe previsão legal para a atualização do valor de imóveis pelo preço de mercado

O Plenário do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (18) o projeto que institui o Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp). A proposta, que segue para sanção presidencial, permite que contribuintes atualizem o valor de mercado de imóveis e veículos na declaração do Imposto de Renda e regularizem bens lícitos não declarados.
O texto aprovado é o substitutivo da Câmara ao Projeto de Lei 458/2021, de autoria do ex-senador Roberto Rocha (MA). O relator no Senado, senador Eduardo Braga (MDB-AM), acolheu o substitutivo com ajustes de redação, pavimentando o caminho para a aprovação final.
Fim da defasagem e incentivo à regularização
Atualmente, não existe previsão legal para a atualização do valor de imóveis pelo preço de mercado. Segundo o autor original, Roberto Rocha, essa defasagem entre o valor histórico declarado e o valor de mercado prejudica o contribuinte.
“Essa defasagem gera problemas para os contribuintes, como a dificuldade de comprovação patrimonial junto a instituições financeiras para obter crédito”, avalia Roberto Rocha.
O Rearp visa corrigir essa distorção. Para as pessoas físicas que optarem pela atualização, será cobrada uma alíquota de 4% sobre a diferença entre o valor declarado e o valor de mercado. Essa cobrança substitui o Imposto sobre Ganho de Capital, cujas alíquotas variam de 15% a 22,5%.
Para as pessoas jurídicas, a atualização resultará em alíquotas de 4,8% de IRPJ e 3,2% de CSLL sobre a diferença.
Leia também:
- Abertas inscrições para 2ª edição do Exame de Suficiência com novidades
- ECF: publicado o manual do leiaute 12 com novas tabelas dinâmicas
- Como a inteligência artificial está redefinindo a profissão contábil
- O que configura crime fiscal e como manter a regularidade na sua empresa
- Empresas do Simples Nacional devem ficar atentas a obrigações para evitar multas
Medidas fiscais e impacto na receita
O projeto incorporou, ainda, medidas fiscais que estavam originalmente previstas em uma Medida Provisória (a MP do IOF, que perdeu a validade em outubro).
Entre os dispositivos incluídos no substitutivo estão:
- Restrições a compensações tributárias.
- Revisão das regras do Programa Pé-de-Meia.
- Ajuste no prazo do auxílio-doença concedido por análise documental (Atestmed).
- Limites à compensação previdenciária entre regimes.
O conjunto dessas medidas adicionais possui um impacto fiscal estimado de cerca de R$ 19 bilhões.
Com informações da Agência Estado
Curso e-Simples:
Curso de Recuperação do Simples Nacional.
Aprenda a recuperar o PIS e Cofins de 60 meses em até 3 dias!
Acesse: https://www.esimplesauditoria.com/curso-de-recuperacao-do-simples-nacional
INSS5 dias agoPrêmio ou salário? Receita explica quando há isenção de contribuição ao INSS
CLT4 dias agoNovas regras do crédito consignado CLT entram em vigor
Fique Sabendo5 dias agoO que muda na renovação da CNH para quem tem mais de 50 anos em 2026
Contabilidade3 dias agoJustiça suspende aumento de imposto para empresas do Lucro Presumido
Imposto de Renda4 dias agoReceita abre consulta ao 1º lote da restituição automática do IR; veja quem recebe
Reforma Tributária3 dias agoReforma Tributária e notas fiscais: mudanças a partir de agosto
CLT4 dias agoCalendário do PIS/Pasep 2026 está definido. Veja quando cai o abono
MEI4 dias agoDesenrola MEI começa nesta segunda com desconto de até 70%



























Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.