Negócios
Sudeste deve puxar expansão de empresas familiares brasileiras, diz KPMG

O Sudeste é a região preferida das empresas familiares brasileiras que planejam expandir seus negócios nos próximos três anos. Essa é uma das conclusões da nova edição da pesquisa “Retratos de Família”, da KPMG. A região foi citada como opção de expansão por 44% dos executivos de empresas de diversos setores de atuação, uma evolução em comparação com os anos anteriores, quando o Sudeste atingiu 34% das preferências em 2017 e apenas 2% em 2016.
“Os dados revelam que a região Sudeste se consolidou na posição de destaque como destino preferencial de novos investimentos de empresas familiares brasileiras. Pelo segundo ano consecutivo, a região está na liderança, o que pode ser explicado por um mercado mais maduro, elevada demanda de produtos e serviços e ampla oferta de mão de obra qualificada”, afirma Sebastian Soares, sócio-líder de Mercado Empreendedor e Empresas Familiares da KPMG no Brasil.
A pesquisa da KPMG também revelou, sobre o item expansão geográfica, que em 2016 apenas 27% pretendiam atuar fora das atuais localidades, índice que saltou para 75% agora, sendo consideradas mais atrativas as regiões Sudeste (44%), Nordeste (29%) e Centro-Oeste (29%). Além disso, 34% ambicionam operar fora do País, sendo 21% na América Latina e 13% em outros países.
Outro dado relevante do conteúdo, elaborado em conjunto com a Fundação Dom Cabral, é que a maioria das empresas familiares brasileiras (70%) está confiante em relação à situação econômica do próprio negócio nos próximos três anos, apesar das incertezas políticas e instabilidades econômicas, enquanto 23% estão neutras e 7% pessimistas. O dado é reflexo dos resultados obtidos por essas organizações nos últimos seis meses, período em que foram registrados, de forma geral, aumento de receita, lucratividade e quantidade de funcionários.
A apuração foi conduzida com 217 empresas familiares de 19 estados do País. Os respondentes são, em 65% dos casos, membros da família proprietária e 30% são diretores. Os setores mais bem representados são: agronegócio (19%); serviços (12%); atacado e varejo (12%); construção (9%); consumo (exceto atacado e varejo, 8%); bens industriais (6%); saúde e ciências da vida (6%); e transporte (5%).
Entre os pontos fortes das empresas destacados pelos respondentes estão: tomada de decisões rápida e flexível (54%); marca forte ou presença de mercado (42%); atendimento ao cliente (40%); capacidade empreendedora (33%); valores e cultura compartilhados (22%); engajamento dos colaboradores (19%); robustez financeira e facilidade no acesso ao capital (14%); visão de longo prazo (13%).
A ampla maioria se importa com boas práticas de governança corporativa (85%), harmonia e comunicação entre gerações da família (85%), nível de preparação e capacidade demonstrado pelos sucessores (82%) e comunicação com a família sobre a situação do negócio.
A receita histórica demonstrou tendência positiva, com 56% indicando aumento no último semestre, enquanto 25% mantiveram e 19% perderam receita. Os dados estão alinhados com a pesquisa sobre empresas familiares europeias, também realizada pela KPMG. Lá, 57% dos respondentes cresceram em faturamento e 27% o mantiveram no último ano. Na Europa, 71% dos respondentes também estão confiantes com as perspectivas econômicas da empresa familiar.
Um terço (35%) das respondentes faturam entre R$ 100 milhões e 499 milhões, 23% até R$ 49 milhões e 19% faturam mais de R$ 1 bilhão. Apenas 18% têm até 20 anos de existência, 40% têm entre 21 e 40 anos, 28% de 41 a 70 anos e 14% mais de 70 anos. Sobre qual geração está à frente da empresa familiar, há prevalência da segunda, com os seguintes dados: 1ª geração (31%), 2ª geração (43%) e 3ª geração (19%).
Grande parte dos respondentes (42%) têm entre 100 e 499 funcionários e 18% contam com até 99 funcionários. A maioria tem controle majoritário, e, dentre elas, 45% têm controle por pessoa física e 22% por pessoa jurídica.
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