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Moradores de São Paulo arcam com 37% dos tributos do Brasil

Em seguida, estão os cariocas (13,74%) e mineiros (7,44%); média paga por cada contribuinte brasileiro até agora foi de R$ 4.870
Os moradores de São Paulo responderam por 37% da arrecadação de R$ 1 trilhão registrada pelo Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ontem.
Isso significa que, de todos os tributos recolhidos no Brasil, mais de um terço foi pago por quem mora em território paulista. Os tributos incluem impostos, taxas e contribuições.
A informação é de um estudo sobre a marca de R$ 1 trilhão, encomendado pela ACSP ao Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
“A participação de SP nos tributos é proporcional ao peso da economia paulista para o país: o estado representa cerca de um terço da economia brasileira. Além disso, concentra as maiores rendas e é o centro do mercado financeiro”, afirma Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de SP (Facesp).
Os moradores do Rio de Janeiro aparecem em segundo lugar – pagaram 13,74% do R$ 1 trilhão -, seguidos pelos moradores de Minas Gerais (7,44%) e do Distrito Federal (6,16%).
A menor participação foi de Roraima, cuja população pagou 0,11% dos tributos.
Ainda de acordo com o estudo, cada consumidor já desembolsou R$ 4.870 para pagar impostos. “É um valor muito alto, visto que a massa salarial tem caído fortemente e a inflação alta tem drenado o bolso do brasileiro”, afirma Burti.
DISTORÇÃO
De acordo com o estudo, a União ficou com 59,63% do valor de R$ 1 trilhão. Já 29,3% foram destinados aos estados. Por fim, 11,07% de tudo o que a sociedade pagou até dia 5 de julho foram para os mais de 5.500 municípios.
“Causa espanto o fato de a União ter uma participação tão grande, mas se encontrar numa situação de grande déficit. É uma distorção. É preciso fazer uma lapidação na administração pública para que os recursos sejam melhor aplicados e a sociedade perceba, em seu dia a dia, o retorno dos impostos”, diz Burti.
Todos os valores mencionados são nominais e calculados estatisticamente conforme a divulgação oficial dos dados pelos entes arrecadadores e projetados de acordo com a arrecadação histórica.
Fonte: Diário do Comércio – SP
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